Sociedade civil desvaloriza lei contra maus-tratos no México

Sociedade civil desvaloriza lei contra maus-tratos no México
Foto: Especial

Ainda que Nuevo León já conte com uma lei para proteger animais há mais de um ano, até agora não houve nenhuma pena porque as denúncias ficam restritas às redes sociais.

Apenas no dia 7 de dezembro se formalizou a primeira denúncia contra uma pessoa que maltratou um cão da raça Pug. A razão, de acordo com o deputado independente, Jorge Blanco, é porque os cidadãos não confiam que as instituições de segurança vão realizar o trabalho. “Se em delitos em que se veem afetadas as pessoas não são realizadas as investigações… [as pessoas] não acreditam na aplicação da lei em relação as denúncias que afetam os animais”.

De acordo com estatísticas de associações civis como Luca e Prodan, o número de animais abandonados em Nuevo León superou os doze mil, equivalendo a aproximadamente 6% em 2014. O ano anterior foi de 5% e em 2012 foi de 7%. O problema que ia diminuindo, aumentou.

“Agora falta capacitar as entidades com poderes legais para poder integrar bem as averiguações e que sejam sancionados aqueles que causam danos aos animais”, afirmou o deputado Blanco. O legislador disse que a denúncia interposta pelo município de San Nicolás contra um homem que foi filmado maltratando um cão é um exemplo que se deve seguir.

“Foi detectado que as pessoas que maltratam os animais são pessoas potencialmente violentas com os demais cidadãos, sendo assim é preciso aplicar a pena necessária para que esta sirva de exemplo e que baixem os índices de violência no estado”.

Para protetores dos animais, a lei de Proteção e Bem-Estar Animal não tem impedido os maus-tratos, o abandono e até violações a cães e gatos em Nuevo León.

De acordo com Marcela Collazo, veterinária do Love Hospital Veterinário, onde atendem a animais de estimação abandonados e maltratados, é necessário endurecer as penas contra aqueles que causam danos aos animais.

O Love Hospital Veterinário trabalha em conjunto com a Associação Civil Adota Monterrey, que trouxeram a público o caso do pug Teddy.

Por Jair Ibarra e Yolanda Chio / Tradução de Nelson Paim 

Fonte: ABC

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