SP: Sagui sobrevive a atropelamento em Biritiba, mas mãe e irmão morrem

SP: Sagui sobrevive a atropelamento em Biritiba, mas mãe e irmão morrem

Filhotes estavam nas costas da mãe, que tentava atravessar estrada. Animal foi levado pela PM para clínica veterinária e estado é grave.

Por Jamile Santana

 SP Biritiba sagui

Após ter sido atropelado, um filhote de sagui foi socorrido por um morador de Biritiba-Mirim na tarde desta terça-feira (13) e entregue à Polícia Militar. O animal foi encontrado junto com o irmão nas costas da mãe, que tentava atravessar a Estrada do Sogo. Apenas ele sobreviveu e seu estado é considerado grave. O filhote foi levado pela PM até uma clínica veterinária particular da cidade.

Segundo o cabo Vanderlei Alves dos Santos, no começo da tarde um morador procurou a base da PM na cidade com o sagui. “Ele contou que o bichinho estava com mais um filhote e a mãe, mas eles não resistiram e morreram no local. Como na cidade não tem Centro de Controle de Zoonoses, uma viatura nossa o levou até uma clínica veterinária que sempre nos auxilia com ocorrências como esta”, detalhou.

O cabo Fábio Rogério Barbosa ficou responsável pelo resgate. “O sagui é tão pequenininho. Estava sangrando um pouco no nariz, meio desacordado. Fomos o mais rápido possível salvar essa vida”, contou.

SP Biritiba sagui2

De acordo com a médica veterinária Fernanda Maris Ramos Miranda, o filhote aparenta ser da espécie Callithrix aurita, conhecido como sagui-da-serra-escuro. Segundo a médica, apesar de ser um animal típico da Mata Atlântica, sua incidência é considerada rara na região. “Ele chegou em um estado muito grave. Tem um politraumatismo craniano e está em coma. Fizemos a medicação necessária e estamos mantendo aquecido, com índices de pressão e glicemia controlados. Ele apresentava um sangramento nos olhos e no nariz, por causa do ferimento na cabeça. É um estado preocupante, mas vamos fazer de tudo para recuperá-lo”, contou a veterinária.

Ocorrências

Segundo a Polícia Militar, o resgate de animais silvestres na base é comum. “Sempre atendemos ocorrências de gambás, tatus e outros animais silvestres acidentados”, comentou o cabo Vanderlei.

Como a cidade não conta com um Centro de Controle de Zoonoses, a maioria dos animais é levada a uma clínica particular. “O homem invadiu o habitat destes animais e, como consequencia, provocamos vários acidentes. Quando acontece um caso como esse, a culpa é nossa. A rotina aqui na clínica acaba sendo mais agitada com o atendimento destes bichinhos”, detalhou a veterinária.

Outros casos

Na semana passada, o veterinário Jefferson Renan Araújo Leite fez a soltura de um filhote de coruja rara, em Mogi das Cruzes, que havia sido resgatada em um poste três meses antes. A ave passou por tratamento no CEPTAS Unimonte, de Cubatão, onde foi treinada a caçar.

No ano passado, a média foi de 80 animais silvestres resgatados por mês no Alto Tietê. Entre janeiro e agosto de 2015, foram atendidos 524 casos pela Polícia Ambiental. O volume de casos fez com que o médico veterinário iniciasse uma campanha que arrecada assinaturas para a petição “Ajude Mogi das Cruzes a ter um Centro de Triagem de Animais Silvestres( CETAS)”.

Fonte: G1

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