Suíça emenda lei para proibir trituração de frangos vivos

Suíça emenda lei para proibir trituração de frangos vivos

O Governo suíço aprovou esta quarta-feira uma emenda à lei nacional de proteção animal para proibir, a partir de 1 de janeiro de 2020, a trituração de frangos vivos, noticia o canal nacional RTS.

A emenda responde a uma iniciativa parlamentar para erradicar a prática habitual da indústria alimentar que sacrifica, anualmente, milhares de milhões de frangos no mundo.

Ainda que na Suíça seja um processo que entrou em desuso, alguns criadores de frango que mantinham a prática serão, a partir de 2020, inspecionados por serviços veterinários locais de modo a obrigar ao cumprimento da nova normativa, informou o canal de rádio e televisão suíça RTS.

O sacrifício de frangos machos é habitual, por exemplo, na indústria de produção de ovos que, tradicionalmente, matava a maior parte dos animais ao atirá-los para máquinas de trituração.

O método foi substituído por práticas de sacrifício menos dolorosas para os animais como a asfixia por dióxido de carbono que continuará a ser legal na Suíça.

Tem havido avanços científicos que permitem determinar, de um modo semelhante a uma ecografia, o género do frango antes que saiam dos ovos, tornando possível optar por não incubar os ovos que contenham frangos machos.

O Governo da Suíça está interessado em difundir à escala nacional este método, que está a ser investigado em universidades e empresas em todo o mundo.

Grupos ecologistas denunciam que entre quatro e seis mil milhões de frangos são mortos no mundo anualmente, não só por não puderem produzir ovos, mas também porque crescem mais lentamente que as fêmeas e os seus restos são usados, geralmente, na ração de outros animais.

Fonte: Jornal de Notícias / mantida a grafia lusitana original


Nota do Olhar Animal: A violência revelada nesta matéria é terrível e inaceitável, mas é apenas um AGRAVANTE em relação à violação maior, naturalizada pela indústria frigorífica e aceita por muitas pessoas, que é o ABATE em si. O sofrimento imposto cotidianamente aos animais nas “linhas de produção” de carne e ovos não é menos repulsivo e imoral do que a violação do principal interesses dos animais, que é o interesse em viver.

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