Suspeito de jogar gato para ser atacado por cães presta depoimento na delegacia de Cândido Mota, SP

Suspeito de jogar gato para ser atacado por cães presta depoimento na delegacia de Cândido Mota, SP
Homem que aparece derrubando gato de árvore disse em depoimento que tentou ajudar o animal a escapar dos cães — Foto: Câmeras de segurança/Reprodução

O homem suspeito de jogar um gato para ser atacado por cães, em Cândito Mota (SP), foi identificado e prestou depoimento na delegacia nesta sexta-feira (4). De acordo com a Polícia Civil, ele negou a ação.

Imagens de circuito de segurança que circulam nas redes sociais mostram o momento em que um gato tenta fugir do ataque de cães e sobe numa árvore.

O suspeito, que estava na companhia dos cachorros, pega um pedaço de pau e derruba o felino, que é violentamente atacado pelos dois cães. (Veja no vídeo abaixo)

VÍDEO: Polícia investiga caso de maus-tratos que terminou com morte de gato no interior de SP

De acordo com moradores, o gato foi socorrido e levado a uma clínica veterinária já sem movimentos nas pernas, com sinais de que ficaria paraplégico. Porém, durante o tratamento, ele não resistiu aos ferimentos e morreu na segunda-feira (1º).

Segundo o delegado Gustavo Barbosa Siqueira, que abriu as investigações após perceber a repercussão do caso nas redes sociais, o suspeito afirmou em depoimento que queria apenas ajudar o gato, empurrando o animal mais para o alto da árvore.

O suspeito afirmou que já conhecia os cães, que não são dele, e que não os afastou porque eles estavam muito agressivos e poderiam atacá-lo.

Ainda segundo o delegado, o homem afirmou ainda que possui uma gata em casa e que, por isso, jamais faria uma maldade contra outro gato.

Gato foi levado a clínica sem movimento nas pernas, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na última segunda (1º) — Foto: Thiago Xavier/Arquivo pessoal
Gato foi levado a clínica sem movimento nas pernas, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na última segunda (1º) — Foto: Thiago Xavier/Arquivo pessoal

Segundo o delegado, o suspeito admitiu que sofreu ameaças enviadas através de mensagens pelas redes sociais e foi orientado a registrar ocorrência caso se sinta em perigo.

A partir do depoimento, o delegado explica que vai pedir um exame ou laudo ao médico veterinário que atendeu o gato e pesquisar as demais circunstâncias do caso para definir os rumos da investigação.

O delegado lembra que maus-tratos a animais é caso previsto na Lei de Crimes Ambientais, com pena prevista de três meses a um ano de detenção, que pode crescer em até um terço do tempo no caso da morte do animal.

Fonte: G1

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