Taiwan adota política de não eutanasiar animais em abrigos, mas omissões preocupam ativistas

Taiwan adota política de não eutanasiar animais em abrigos, mas omissões preocupam ativistas
Foto: Reuters

A implantação da política de “não eutanasiar” em abrigos públicos de animais em Taiwan começará ano que vem, conforme programado, apesar das doze cidades e condados terem advertido que eles não conseguirão cumprir, disse o ministro da agricultura Tsao Chi-hung no último dia 15, conforme reporta a CNA.

Abrigos públicos superlotados tornaram difícil evitar a eutanásia de animais abandonados, mas Tsao disse que os abrigos que enfrentaram dificuldades receberão assistência do governo central. Até então, somente a cidade de Nova Taipé e os condados de Kaohsiung e Taitung acabaram com sucesso a prática da eutanásia em abrigos públicos dessas regiões.

A Lei de Proteção Animal sofreu uma emenda em fevereiro de 2015 para acabarem com a prática de eutanasiar os animais mantidos em abrigos públicos por mais de 12 dias, e está programada para começar em 4 de fevereiro de 2017. Membro do conselho da organização Animals Taiwan, Liza Milne critica a norma, a qual ela diz que pode causar surtos de doenças altamente contagiosas como parvovirose e cinomose. “Os passos graduais para sermos um país sem eutanásia não foram tomados”, disse Milne.

Tradução de Alice Wehrle Gomide

Fonte: Eye On Taiwan


Nota do Olhar Animal: Nesta notícia novamente o extermínio é chamado de “eutanásia”. Não existe eutanásia de animal saudável ou com doença curável/controlável. A troca de termos é feita buscando-se amenizar a imoralidade da matança. Ótimo que Taiwan esteja mudando sua política, porém a mera suspensão da matança cria uma série de problemas. Outras medidas que deveriam ter sido tomadas não foram, como muitas vezes ocorreu e ocorre também no Brasil. Para-se a matança, surgem os problemas com superpopulação e doenças, e aí os assassinos atribuem a culpa pela situação ao fim do extermínio, quando na verdade o que a gerou foi a incompetência dos gestores, que nada previram ou fizeram em relação à educação, à vacinação e à promoção de adoção.

Os comentários abaixo não expressam a opinião da ONG Olhar Animal e são de responsabilidade exclusiva dos respectivos autores.