Tartaruga-marinha reaprende a nadar depois perder nadadeiras

Tartaruga-marinha reaprende a nadar depois perder nadadeiras

O Centro de Reabilitação de Tartarugas de Cairns (CTRC), uma organização sem fins lucrativos na Austrália, registrou recentemente uma história muito bonita de resiliência e superação. Lou, uma tartaruga-marinha resgatada de uma rede de pesca descartada em 2015, reaprendeu a nadar depois de ter duas de suas nadadeiras amputadas pelo ocorrido.

O animal havia chegado no CTRC sem uma de suas nadadeiras da frente — perdida durante a tentativa de escapar da rede —  e com a nadadeira traseira do lado direito muito comprometida e sem possibilidade de salvação. Depois de muita luta e tratamento, cinco anos depois a bela criatura se mostrou capaz de retornar a natureza. 

Processo de recuperação

(Fonte: Centro de Reabilitação de Tartarugas de Cairns)

Apesar da longa espera e do processo árduo, Lou sempre se mostrou muito determinado a voltar para a água. Em entrevista para o portal Bored Panda, o médico do Hospital Veterinário de Marlin Coast Dr. Rod Gilbert descreveu a condição do animal. 

“Ele era capaz de usar sua longa cauda de 15 cm tão bem quanto suas remadoras restantes. Por um longo período ele teve dificuldade de manter seu equilíbrio, mas após a reabilitação, ele já conseguia mergulhar, comer no fundo do tanque e usar sua agilidade quando necessário”, explicou Gilbert.

Lou faz parte da família das tartarugas-olivas, a menor espécie de tartarugas marinhas com peso médio de 45 kg e comprimento de casco de 60 cm. Apesar das tartarugas-olivas serem abundantes nos oceanos, na região ocidental do Atlântico seus números tem caído drasticamente. 

De volta para casa

(Fonte: Centro de Reabilitação de Tartarugas de Cairns)

A tartaruga-marinha resgatada voltou para a costa de Weipa, no leste australiano, em voo comandado pela empresa Qantas Link e depois por guardas marinhos do Condado Aborígine de Napranum. Lou demorou um pequeno período para se orientar, mas logo partiu para as profundezas do oceano.

Para ajudar no monitoramento do animal, os biólogos do CTRC instalarem dispositivos de rastreamento via satélite. Dessa forma, é possível observar todo o trajeto feito pela tartaruga e resgatá-la outra vez caso necessário. 

Na visão do doutor Gilbert, a dedicação dos voluntários e o apoio da comunidade e de empresas que apoiam os projetos de reabilitação de tartarugas foram essenciais para que Lou retornasse ao mar. E, obviamente, a determinação da criatura que finalmente pode voltar a viver feliz em seu habitat.

Por Pedro Feitas 

Fonte: Megacurioso

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