Tartarugas de Galápagos estão comendo vidro, metal, papel e tecido, mostra pesquisa

Tartarugas de Galápagos estão comendo vidro, metal, papel e tecido, mostra pesquisa
Pesquisa encontrou 597 pedaços de detritos, incluindo plástico, vidro, metal, papel, papelão e tecido, nas fezes das tartarugas. Imagem: Parque Nacional de Galápagos/ Reprodução

A proibição de itens descartáveis feitos de plástico existe nas Ilhas Galápagos desde 2015. Mesmo assim, as tartarugas gigantes da espécie Chelonoidis porteri seguem ingerindo diversos resíduos não orgânicos, indica um estudo da Fundação Charles Darwin.

Lar das famosas tartarugas gigantes, as Ilhas Galápagos estão localizadas no Oceano Pacífico, a cerca de mil quilômetros da costa da América do Sul. As ilhas fazem parte do território do Equador.

A pesquisa analisou 5.500 amostras de matéria fecal, mostrando a presença significativa de resíduos nas áreas de interação com atividades humanas.

Em áreas urbanas da Ilha de Santa Cruz, a pesquisa encontrou 597 pedaços de detritos, incluindo plástico, vidro, metal, papel, papelão e tecido, presentes nas fezes das tartarugas.

O levantamento aponta que, apesar da proibição, a aplicação efetiva das medidas de proteção ainda é um desafio.

Riscos para a saúde das tartarugas

Karina Ramon, que liderou o estudo, expressa preocupação com o impacto desses materiais na saúde das tartarugas. Isso inclui problemas como obstrução intestinal, lesões e alterações hormonais devido a componentes químicos presentes nos detritos.

“As tartarugas gigantes podem levar até 28 dias para digerir o que comem. Por isso, estamos preocupados com o impacto que a ingestão de resíduos não orgânicos pode ter. Isso poderia desencadear inúmeros efeitos negativos na saúde dos animais”, disse a pesquisadora.

Garantir o bem-estar das espécies endêmicas é considerado vital através da preservação do Parque Nacional de Galápagos.

Das 15 espécies de tartarugas gigantes que habitaram as Galápagos, três estão extintas. O arquipélago, conhecido por sua biodiversidade única, destaca a necessidade contínua de medidas eficazes para proteger suas icônicas espécies locais.

Por Gabriel Andrade

Fonte: Gizmodo

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