Tartarugas-marinhas verdes são monitoradas no litoral do Paraná

Tartarugas-marinhas verdes são monitoradas no litoral do Paraná
Objetivo da pesquisa é auxiliar a preservação da espécie (Fotos: Divulgação / IAP)

Pesquisadores do Centro de Estudos do Mar (Cem) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) estão monitorando tartarugas-marinhas verdes, no litoral paranaense, para auxiliar a preservação da espécie.

De acordo com o governo estadual, do dia 17 de fevereiro até esta quinta-feira (23), os profissionais capturarm as tartarugas intencionalmente, com o apoio do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e da Polícia Ambiental.

A espécie nasce em ilhas ao redor mundo e segue até a orla do Paraná para se alimentar, conforme explicou o governo estadual.

Geralmente, as tartarugas marinhas verdes chegam ao estado entre os dois e oito anos de idade. Por essa razão, a pesquisa pretende mapear as áreas de deslocamento dos animais jovens, contribuindo para a proteção.

Tartarugas marinhas verdes chegam ao litoral do Paraná entre os dois e oito anos de idade

Desde 2014, quando iniciou o projeto, os pesquisadores já conseguiram catalogar e marcar mais de cem tartarugas no litoral paranaense, segundo o governo estadual, – sendo que dez receberam transmissores.

Os pesquisadores começam o trabalho no mar às 6h. Neste horário, eles instalam redes específicas no entorno das ilhas. Ao serem capturadas, as tartarugas verdes marinhas são levadas até um barco de apoio. Lá, elas ficam por aproximadamente duas horas, para que os dados sejam recolhidos.

Pesquisadores começam o trabalho às 6h

Os profisisonais avaliam o estado de saúde dos animais, medem, pesam, coletam amostras de pele, sangue, crustáceos hospedados nas carapaças, além de outras informações genéticas e da história de vida das tartarugas.

Nos animas que estão em boas condições de saúde, são instalados transmissores nos cascos. Os equipamentos fornecem elementos sobre o deslocamento, a localização e a temperatura das águas por onde as tartarugas passam.

O projeto

O projeto se chama “ProTarta – Ações integradas em prol da conservação das tartarugas marinhas no Paraná”. Ele é uma ação conjunta entre a UFPR e a Associação Mar Brasil e recebe recursos da iniciativa Rebimar, que é financiada pela Petrobras.

Projeto que monitora os animais se chama ‘ProTarta’

Fonte: G1

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