Teresina (PI) deve vacinar 140 mil cães e gatos neste sábado

A raiva é uma doença viral provocada pelo Lyssavirus, e acomete os animais domésticos do perímetro urbano, geralmente cães e gatos, mas pode ser transmitida entre mamíferos de um modo geral. Transmitida pela saliva por mordedura, lambida em feridas abertas, mucosas ou arranhões, a doença não tem cura e a única forma de prevenção é a vacinação. “Na literatura existem protocolos, mas são caríssimos e as pessoas ficam sequeladas. Há apenas dois casos do uso desse protocolo e uma das pessoas veio a óbito”, explica Oriana Bezerra, gerente do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Teresina.

Teresina não registra casos de doença em seres humanos desde o ano de 1986, e o último caso em animais, no Piauí, aconteceu em 2011, com um cão que foi infectado no interior do Estado. Teresina vem imunizando cães e gatos anualmente através da Campanha de Vacinação Contra a Raiva, que este ano acontece no dia 3 de dezembro, das 8h às 17h em mais de 250 postos de vacinação espalhados pela capital. As mais de 150 mil doses da vacina serão ministradas no local e a Fundação Municipal de Saúde de Teresina (FMS) tem a meta de 140 mil animais vacinados para este ano.

“Nós temos como objetivo promover a qualidade de vida, e uma das maneiras encontradas é pela vacinação. Ela é importante porque é uma doença sem cura. Todos os anos nós atingimos nossa meta. Estarão presentes agentes comunitários, de endemias, zoonoses, preparados para acolher a população, com participação da Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi) e do Ministério da Saúde”, explica o presidente da FMS, Francisco Pádua.

Apesar de o perímetro urbano conter menos animais silvestres, morcegos podem circular, principalmente em áreas arborizadas, em que há oferta de água, alimentos e abrigo, o que torna ainda mais importante que os animais domésticos estejam com as carteiras de vacinação em dia, uma vez que morcegos podem transmitir a doença.

As doses estão disponíveis para animais a partir dos dois meses de idade, incluindo os que estejam com alguma virose, prenhes e recém-castrados. “A gente vacina, porque mesmo que ele não atinja o pico de anticorpos, a imunidade vai responder de alguma maneira. Mas pedimos aos tutores de animais cirurgiados uma atenção especial, porque precisam de mais calma, mais conforto. O ideal é que levem seus animais no começo do dia, porque no final da tarde costuma ter mais gente e animais, podendo gerar um estresse no animal”, aconselha Oriana. A partir de sete dias, o animal já tem resposta imune, mas o pico da vacina ocorre no 21º dia após ela ser ministrada.

Por Mayara Valença 


Nota do Olhar Animal: Os animais também são vítimas fatais da raiva, poucas vezes citados na matérias, que focam nos danos causados aos humanos.

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