Termina sem definição novo encontro para discutir destino das capivaras da Pampulha, em BH

Termina sem definição novo encontro para discutir destino das capivaras da Pampulha, em BH

Por Liziane Lopes

Mais um encontro para discutir o destino das capivaras na região da Pampulha foi realizado na tarde desta quinta-feira (6) entre representantes do Ministério Público de Minas Gerais, da Prefeitura de Belo Horizonte e do Ibama. De acordo com a promotora de Justiça Lilian Marotta, ainda não foi definido como será o manejo das capivaras. Mas ela considerou que houve um avanço quanto à versão definitiva do termo de referência. Agora, os detalhes desse plano, segundo ela, são de responsabilidade da Secretaria Municipal de Meio Ambiente.

Essa versão será encaminhada para Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap). Só depois será definida a empresa responsável pelo manejo dos animais. “A ideia do manejo é ver quais melhores opções; se as capivaras devem continuar; se devem, qual a quantidade adequada para uso da lagoa, para proteção dos jardins e para proteção da saúde humana. Não tem como fazer isso de forma acelerada”, destacou. A expectativa é que a versão final seja apresentada até o fim do mês.

A capivara é um dos hospedeiros do carrapato-estrela, que transmite a febre maculosa. Em setembro, a morte de um menino de 10 anos pela doença assustou quem mora ou frequenta a região da Pampulha. Thales Martins Cruz, de 10 anos, havia participado de atividades dos Escoteiros do Brasil no Parque Ecológico da Pampulha, dias antes de apresentar os sintomas da febre maculosa.

Durante encontro desta quinta, a gerência de Controle de Zoonoses informou também que houve aumento do número de pontos de monitoramento da área do parque de 10 para 20, sendo que foram identificados em 4 pontos maior infestação de carrapatos. A Fundação Zoobotância destacou que essas áreas não são de acesso ao público e que o número de carrapatos nas áreas de acesso é muito pequeno e não justifica a alteração das medidas de rotina que já vinham sendo adotadas.

Já os pontos externos ao parque na orla da Lagoa da Pampulha com maior número de carrapatos são: o entorno do Museu de Arte da Pampulha, entre o PIC e a AABB, a Casa do Baile e a Estátua de Iemanjá. Informações que, segundo a Zoonoses, já foram encaminhadas à Secretaria de Administração Regional Municipal Pampulha.

Outro ponto da cidade onde esta sendo realizado diagnóstico para o manejo das capivaras é o entorno do Centro Administrativo, conforme realatou o Instituro Estadual de Floresta.

Histórico

Em setembro de 2014, a prefeitura capturou 52 capivaras que viviam na orla da Lagoa da Pampulha. Elas ficaram confinadas no Parque Ecológico da Pampulha e, segundo a prefeitura, receberam vermifugação, atendimento veterinário e alimentação.Durante esse período, exames apontaram a contaminação de parte delas com a bactéria transmissora da febre maculosa. Trinta e oito morreram.

Em março de 2015, o Ibama notificou a prefeitura para que os animais fossem soltos, alegando que o prazo para manutenção em cativeiro havia terminado, que não havia um plano de manejo elaborado e que os animais recolhidos sofriam maus-tratos. Por decisão da Justiça Federal em Belo Horizonte, as 14 capivaras restantes foram soltas e não apresentavam carrapato portador da bactéria de febre maculosa.

De lá pra cá, as ações da prefeitura foram baseadas mais em orientações à população. Segundo a secretaria Municipal de saúde, quatro casos de febre maculosa em residentes foram confirmados na cidade. O último foi no dia 2 de setembro: Thales Martins Cruz, de 10 anos.

Fonte: Hoje em Dia

Os comentários abaixo não expressam a opinião da ONG Olhar Animal e são de responsabilidade exclusiva dos respectivos autores.