Touros de morte: Bloco chama inspetor do IGAC ao Parlamento em Portugal

Touros de morte: Bloco chama inspetor do IGAC ao Parlamento em Portugal
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Circulam nas redes sociais vários casos de Mortes de Touros que têm chocado a população. Primeiro deu-se nas festas da Moita, a 10 e 11 de setembro, com divulgação de vídeo(link is external) da morte de um touro à paulada e ainda da morte de outro Touro por fratura da coluna.

Isto, entre outras coisas, fez parte da Fêta da Moita.Para os que dizem que os Touros não sofrem, veja-se se estará a sofrer ou não. Veja-se que, apesar de ( o som foi retirado propositadamente) o Animal se encontrar estendido, assim que levanta uma pata ou mexe a cabeça tudo foge…Para quando o fim disto? Será que isto não é violência também? Será que o animal queria estar ali? Não existe um veterinário ou sei lá de serviço que fosse ali terminar com o sofrimento do animal? Bolas que sociedade degradada a que vivemos.#visitmoita@municipiomoita

Julkaissut Carlos Gonçalves Sunnuntaina 16. syyskuuta 2018

Recentemente, foi divulgado um outro vídeo das festas de Monsaraz(link is external), onde se pode ver um touro indefeso e amarrado pelos cornos a ser apunhalado barbaramente. O animal é assim morto a sangue frio e covardemente na sequência de um ritual de profunda violência e demonstração do mais vil sadismo. Este acontecimento teve lugar no Castelo de Monsaraz a 8 de setembro, segundo denúncia da Plataforma Basta, e teve também licenciamento da Inspeção Geral das Atividades Culturais. Sendo este um dos “pontos altos” das Festas de Nosso Senhor Jesus dos Passos, promovidas pela Misericórdia de Monsaraz.

Segundo a deputada Maria Manuel Rola, “tamanha violência para com estes animais sujeitos a tais práticas não pode ser licenciada nas exceções culturais definidas em legislação. Para além disso, tem de haver uma posição concreta quanto ao que é evidente mau trato animal, como o que claramente se percebe nos dois casos descritos, e iniciativas de prossecução cultural, o que evidentemente não pode ser o caso.”

“Também não se compreende como a Inspeção Geral das Atividades Culturais exceciona tamanha barbaridade e não fiscaliza a implementação das exceções de forma a que a morte do Touro não implique violência ou mesmo barbárie sobre o mesmo. Os animais dispõem de proteção jurídica desde o início de 2017, atribuído através da lei 8/2017, que reconhece a sua natureza de seres vivos dotados de sensibilidade”, complementa a deputada bloquista.

Na sequência destes acontecimentos, o Bloco de Esquerda vai requerer a ida do Inspetor-geral do IGAC ao parlamento.

Fonte: Esquerda Net / mantida a grafia lusitana original

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