Touros reagem em tourada na Colômbia e três toureiros são atingidos

Touros reagem em tourada na Colômbia e três toureiros são atingidos
Andres Roca Rey é atingido no peito (foto: LUIS ROBAYO / AFP)

Uma tourada em Cali, na Colômbia, nessa segunda-feira (26), ficou marcada não pela vitória dos toureiros, mas pela resistência dos touros à derrota.

Embora todos os touros tenham saído mortos da arena de Canaveralejo, enquanto estavam vivos eles deram trabalho e, pelo menos em três touradas, conseguiram acertar seus algozes.

E a plateia, que esperava assistir mais uma vez à soberania absoluta do homem sobre o animal, viu que, pelo menos dessa vez, não foi bem assim.

Andres Roca Rey foi um dos atingidos. Os chifres do touro acertaram o peito do toureiro.

Touros reagem em tourada na Colômbia e três toureiros são atingidos
Bandarilheiro Gustavo Garcia foi jogado ao chão (foto: LUIS ROBAYO / AFP)

Em outro momento, um segundo touro derrubou Gustavo Garcia, bandarilheiro que fazia parte da quadrilha do toureiro espanhol David Fandila ”El Fandi”, que veio se exibir em terras colombianas.

Fandila e Roca Rey, aliás, tiveram muito trabalho. Um terceiro touro provocou a cena mais assustadora do torneio, realizado durante a Feira de Cali. o picador Rafael Torres foi derrubado do alto de seu cavalo pelo touro e, por sorte, não ficou preso sob os dois animais. A cabeça do touro foi coberta pela capa para que interrompesse os ataques, até que o atingido fosse salvo.

Touros reagem em tourada na Colômbia e três toureiros são atingidos
Picador Rafael Torres ficou sob o touro e o cavalo que cavalgava (foto: LUIS ROBAYO / AFP)

Embora as touradas sejam muito antigas – os primeiros registros são do século XII, atualmente, grupos de defesa de direitos dos animais condenam o ”espetáculo” sob o argumento principal de maus tratos e crueldade contra os animais.

Por Benny Cohen

Fonte: Estado de Minas


Nota do Olhar Animal: Touradas, rodeios, vaquejadas e similares caracterizam-se pela mais absoluta covardia dos participantes, que submetem animais totalmente vulneráveis a abusos e maus-tratos, em um exercício estúpido de dominação que atesta não uma suposta valentia do praticante, mas sim sua fraqueza moral. A desesperada resistência dos animais não desafia a “valentia” destes abusadores, como eles próprios patologicamente acreditam. Desafia, sim, toda a sociedade a dar uma passo adiante no processo civilizatório, banindo atividades abjetas como estas.

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