Trabalhador rural que feriu mais de 70 vacas leiteiras no Chile é condenado por abuso animal

Trabalhador rural que feriu mais de 70 vacas leiteiras no Chile é condenado por abuso animal
Foto ilustrativa

O Tribunal de Garantia de Pitrufquén considerou Hernán Albornoz Cayumán culpado de abuso de animais, que trabalhava como leiteiro na fazenda Aguas Buenas da Sociedad Agrícola, Ganadera y Forestal Aguas Buenas Limitada, localizada no município de Freire, na região de La Araucanía.

A denúncia foi apresentada em março de 2018 por Klaus Harz contra Albornoz, que trabalhou na fazenda de 2010 a aproximadamente março de 2018. Graças à ação judicial, foram obtidas a sentença de 60 dias de prisão e multa de um terço da Unidade Tributária Mensal.

A este respeito, o escritório de advocacia Dubabogados afirmou que “o nosso cliente é dono de uma leiteria onde naquela altura havia um rebanho de 154 vacas, das quais 50% delas apresentavam ferimentos graves e foi possível constatar que um trabalhador, ao manipular as mesmas, quebrou seus rabos”.

“Este caso é muito inédito por dois motivos, não só porque a condenação foi alcançada, mas também porque tivemos que agir sozinhos, o Ministério Público decidiu não perseverar na investigação e nós exercemos o poder de forçar a denúncia. Com isso, pudemos fazer o julgamento e, no final das contas, conseguir a condenação desse réu”, destacaram a partir do escritório Dubabogados.

A denúncia privada sustenta que o referido trabalhador maltratou repetidamente, clandestinamente e injustificadamente as vacas leiteiras, conduta que vinha se desenvolvendo de forma constante desde setembro de 2017. Sobre os maus-tratos, Klaus afirmou que das 154 vacas “tivemos 15 com rabo cortado e 64 vacas com rabo quebrado”.

Enquanto isso, Klaus Harz indicou que esse abuso de animais “prejudicou significativamente a produção de leite. As vacas, quando têm problemas de estresse, sofrem com mastite, problemas de alimentação e uma série de outras dificuldades. Isso leva a uma baixa produção e aumento de produtos químicos. O custo dos maus-tratos foi grave”.

Klaus acrescentou que “este caso vai apresentar um precedente para o futuro para que as pessoas saibam que não é para vir bater num animal (…) pessoalmente custou-nos qualquer quantia para prosseguir com a denúncia, porque o procurador nos deixou sozinhos e eu tive que continuar com o juízo de forma particular”.

Por outro lado, afirmou que “houve outras situações que não pudemos constatar porque tínhamos vacas com as pernas partidas e tive que abatê-las. Mas desde que essa pessoa saiu de campo, eu não tive mais nenhuma vaca com o rabo quebrado até hoje”.

Tradução de Alice Wehrle Gomide

Fonte: GDigital

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