RS POA transito carrocas proibido H

Trânsito de carroças será proibido a partir de setembro em Porto Alegre, RS

Carrinhos e carroças só serão permitidos na zona rural e ilhas da capital. Menos de 20% dos recicladores já pediram indenizações por veículos.

Por Guacira Merlin

RS POA transito carrocas proibido

O trânsito de carroças e carrinhos nas ruas e avenidas de Porto Alegre será completamente proibido até setembro. Esse tipo de veículo só terá permissão para transitar na zona rural e nas ilhas da cidade.

O número de condutores que já aderiu ao programa de inclusão no mercado de trabalho, que começou há quatro anos, ainda é pequeno. Cerca de 1.305 chefes de família conduzem carroças ou carrinhos na capital, segundo a Prefeitura. Até agora, apenas 245 aceitaram trocar os veículos pelas indenizações de até R$ 1.500. Número que representa menos de 20% do total.

A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) promete intensificar a fiscalização até setembro. A intensão do órgão é fazer valer a lei já em fevereiro, para quando a nova legislação entrar em vigor não haja mais carroças nas ruas de Porto Alegre. Quem burlar, será penalizado com o recolhimento da carroça, carrinho e cavalo, avisa a EPTC.

Quem entra no programa também é indenizado ao entregar carroça ou o carrinho. Os cavalos entregues, ou recolhidos por maus-tratos, são levados para o abrigo do órgão, onde recebem tratamento e são encaminhados para doação. Segundo a Prefeitura, até o final de 2016, o programa “Porto Alegre Para Todos” terá recebido um investimento total de R$ 18 milhões.

Andréia trabalhou com um carrinho durante três anos. Ao saber da proibição, ela entrou no programa de inclusão “Porto Alegre Para Todos”. Hoje, trabalha em um galpão de reciclagem e diz que prefere assim. Mas admite que não é fácil se adaptar.

RS POA transito carrocas proibido2

“Na rua, tu é livre, não tem esse problema. Tu vai faz o teu horário, faz teu trabalho, faz o que tu quer”, diz. Andréia pensa que a liberdade é o que cria a resistência para deixar de buscar o sustento da família pelas ruas. “Tem muita gente que trabalha ainda com carrinho, e com carroça. Não se acostumaram. A renda é mais para eles, né”, complementa.

A técnica social Juliana Medeiros foi quem ajudou Andréia. O trabalho dela é abordar e encaminhar os carroceiros para qualificação e ingresso em outra atividade. Cerca de 570 pessoas já realizam cursos como artesanato e alfabetização.

“Tem aumentado a procura com a proximidade da proibição. Mas a gente observa que tem pessoas que resistem, que tem ideia de que de repente a proibição não vai acontecer ou que vai ser prorrogada”, analisa Juliana.

Fonte: G1

Mais notícias

{module [427]}

{module [425]}

Os comentários abaixo não expressam a opinião do Olhar Animal e são de responsabilidade exclusiva dos respectivos autores.