Transporte irregular de animais domésticos pode resultar em infrações graves

Transporte irregular de animais domésticos pode resultar em infrações graves

Segurança dos pets também exige cuidados especiais dos motoristas.

Por Suelen Soares

O cinto de segurança é um dos dispositivos mais eficazes, quando falamos sobre a proteção de condutores e dos demais passageiros de um automóvel. As crianças merecem uma atenção especial dentro do carro, e a legislação prevê que sejam transportadas em cadeirinhas ou assentos especiais, conforme a idade. E assim como as crianças, os animais de estimação também necessitam de cuidados durante o transporte.

De acordo com a agente de trânsito Maísa Gabriela Fidelis da Silva, não existe uma lei que atenda diretamente aos casos de transportes de animais. Porém, os artigos 235 e 252 do Código de Trânsito Brasileiro dizem que transportar os pets nas partes externas do veículo ou até no colo de um passageiro, além de perigoso, resulta em infração. “São infrações graves e médias e, embora não tenha uma lei específica, as infrações podem ser enquadradas nesses artigos”, explica.

Se a infração se enquadrar no art. 235, além da multa de R$ 127,69, o motorista ainda perde cinco pontos na carteira de habilitação. Já no 252, são quatro pontos perdidos e multa de R$ 85,13. De acordo com Maísa, não é obrigatório o uso dos acessórios de segurança, mas eles existem e podem ser encontrados em agropecuárias e em pet shops.

Ela lembra que o transporte dos animais também reflete em segurança para os demais passageiros do automóvel. “Com o animal solto, aumenta o risco dele se assustar com alguma coisa. Um cachorro de 12 quilos em uma colisão ou freada brusca a 60 Km/h pode chegar a 600 quilos. É um risco muito grande”, ressalta.

Em Joinville, a agente, que costuma dar palestras sobre trânsito, comenta que ocorrências desta natureza não têm sido frequentes. Ela observa que os chamados tutores dos animais têm tomado as devidas precauções na condução dos pets. “É uma direção defensiva e vai muito da consciência das pessoas. Quando eles usam cinto e o peitoral, já ajuda bastante”, afirma.

Para o engenheiro Danilo Gomes, não existe melhor forma de transporte para seu cãozinho que a caixa ou gaiola. De acordo com ele, o animal fica mais tranquilo quando é transportado desta forma, principalmente os filhotes. Caso da pequena Shandara, de apenas 45 dias.

Segundo o engenheiro, os perigos de um cachorro solto, mesmo nos bancos traseiros do carro, são constantes. Mesmo que seja um animal calmo, até a possibilidade dele fazer suas necessidades no carro pode desviar a atenção do motorista do volante e isso pode causar um acidente. “Eu não gosto do cinto, porque acho que em uma freada eles acabam chicoteando o animal. Não confio. A vantagem da caixa é que o cachorro fica ali, não nos distrai e em uma viagem ele dorme e faz xixi e coco ali dentro mesmo”, afirma.

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Acessórios mais utilizados

Além do cinto e do peitoral, que são fixados no banco traseiro do carro, ainda tem a opção da caixa de transporte ou gaiola, de acordo com a espécie do animal. O transpet ou cadeirinha, também é uma opção para quem, além da segurança, também pensa no conforto dos pequenos animais.

A vendedora Denise dos Santos trabalha na Agropecuária Manchester, em Joinville, SC, e conta que a maioria dos clientes procura a caixa de transporte. “Principalmente as pessoas que viajam muito ou que têm gatos. Porque a caixa consegue deixá-los mais quietinhos e tem vários tamanhos”, destaca.

Os preços dos acessórios variam de acordo com o tamanho. O cinto regulável pode ser encontrado a partir de R$ 19, o peitoral, por R$ 30, a caixa custa em média R$ 35. O acessório com o preço mais alto é a cadeirinha, comercializada a partir de R$ 100.

Segundo a vendedora da Agropet, Bruna Arndt, chegam muitas histórias de pequenos ou até mesmo acidentes fatais envolvendo animais sendo conduzidos soltos. “Já tivemos clientes que relataram acidentes e uma nem foi colisão, foi uma freada brusca. A cachorrinha estava solta, voou no vidro do carro e morreu”, conta.

Para ela, que também tem animais, a segurança no transporte é algo muito importante e que deve ser pensando pelos tutores, de acordo com a personalidade de cada bichinho. “Alguns cães são ansiosos e necessitam ficar mais próximos, outros sofrem com vômitos. Então, tem que ser algo adequado para cada um deles”, explica.

Viagens também exigem cuidados com animais

Os animais de estimação são, em sua maioria, considerados membros da família. Sempre presentes em todas as ocasiões, nem sempre é uma missão fácil se decidir se leva o bichinho junto em uma viagem ou se a melhor escolha é hospedá-lo em creches e hotéis especializados.

O feriado de 7 de setembro se aproxima e, além de organizar a viagem é preciso definir o que fazer com o bicho de estimação neste período. Em todas estas situações é preciso que algumas medidas sejam tomadas, para que esta saída não seja estressante para o animal.

No caso da possibilidade de viajar e levar o animal de estimação junto, alguns detalhes podem tornar a viagem mais tranquila – tanto para o pet como para o tutor. Além de verificar a segurança no transporte, também é preciso verificar a hidratação e a alimentação do animal. As paradas ao longo do percurso também são importantes para as necessidades fisiológicas do bichinho.

Fonte: Notícias do Dia

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