Três casos graves de maus-tratos por negligência são atendidos pela SPAC, em Curitiba

Três casos graves de maus-tratos por negligência são atendidos pela SPAC, em Curitiba

Só no último domingo a Sociedade Protetora dos Animais de Curitiba (SPAC) foram encaminhados para atendimentos 3 casos graves de maus tratos por negligência, com indicação de responsáveis por testemunhas. Todos atendidos pela Dra. Juliane Seixas. A ONG aguarda o recebimento de todas as informações para registro dos boletins de ocorrência na Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA).


O primeiro caso ocorreu no bairro Cajuru em Curitiba. Um cão abandonado foi atacado por cães com responsável e o mesmo não o socorreu, deixando-o na rua sem atendimento. O cão teve ferimentos graves na cabeça e peito. Chegou em estado de choque. Foi sedado para limpeza dos ferimentos e recebeu soroterapia para que se estabilizasse, não sendo possível realizar cirurgia ocular, pois de acordo com a ONG o animal não resistiria à sedação.

O segundo caso foi outro cão abandonado atacado por um cão com responsável e não foi socorrido, no bairro Jardim. Apucarana em Almirante Tamandaré. Ele foi sedado para limpeza dos ferimentos e suturas nos membros, dorso e pescoço. Felizmente não teve nenhum órgão comprometido. Retornou com a pessoa que o socorreu  e assumiu o tratamento.

O terceiro caso chegou até a ONG pela Guarda Municipal de São José dos Pinhais. Uma moradora do bairro Santo Antonio encontrou um gatinho muito ferido na rua. Segundo relato, foi abandonado pela responsável. O caso dele era muito grave, estava com ferimentos na cabeça, membros superiores e dorso por esporotricose, com muita dificuldade respiratória.. Foi sedado para limpeza dos ferimentos, a pele estava se desmanchando. Também não resistiu. Se tivesse recebido tratamento quando a doença se manifestou, não teria sofrido tanto e teria se recuperado.

Negligência é crime. Omissão de cautela na guarda dos animais é crime. Assim que a SPAC obtiver toda as informações registrará as ocorrências junto às autoridades policiais.

Por Soraya Simon

Fonte: SPAC – Sociedade Protetora dos Animais de Curitiba

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