Foto: Polícia Militar.

Três homens matam filhotinhos de jacaré e são presos em Goiás

A Polícia Militar do Estado de Goiás (PMGO) prendeu três homens na noite de sexta-feira (21/9) com seis filhotes de jacaré e uma capivara mortos na zona rural de Alvorada do Norte, no norte de Goiás, a 456 km de Goiânia.

Com os caçadores, a Polícia Militar encontrou, ainda, três espingardas, munição e facas. Os policiais chegaram à região depois de receberem denúncias de que alguém estava atirando.

Uma equipe decidiu patrulhar a região e, em pouco tempo, encontrou os caçadores, os animais abatidos e o armamento utilizado para caça ilegal.

Dionatas Costa Campos, Douglas Ferreira Costa de Lima Barbosa e Higor Eli Costa Campo foram presos e os objetos foram levados para a delegacia de Posse.

O trio foi autuado em flagrante por porte ilegal de arma de fogo e crime contra a fauna. Depois de autuados, os policiais levaram Dionatas, Douglas e Higor para o presídio da cidade.

Os três caçadores foram presos em flagrante enquanto caçavam na divisa entre os municípios de Alvorada do Norte e Flores de Goiás, na região Oeste do Estado. Eles devem responder por crime ambiental e por posse ilegal de armas de fogo.

Tipos de crime ambientais em Goiás

Três homens matam filhotinhos de jacaré e são presos em Goiás
Três homens matam filhotinhos de jacaré e são presos em Goiás

Caçar e, consequentemente, matar animais silvestres, nativos ou em rota migratória, também em pesca predatória e vender, expor, exportar, são alguns exemplos de condutas que podem gerar dor de cabeça.

Também é crime ambiental adquirir, ou impedir a procriação de animais. Maltratar, com experiências que gerem algum tipo de dor, inclusive para fins de pesquisa, podem figurar crime ambiental.

Colocar fogo em matas, provocando a danificação ou destruição de ninhos, abrigos ou até criadouro natural.

Pena

O art. 21 da Lei de Crimes Ambientais estabelece que as penas a que uma pessoa que comete crimes contra o Meio Ambiente pode ser multada multa, ter direitos restritivo, prestação de serviços à comunidade.

No Art. 22, que se refere à pessoa jurídica, pode haver suspensão parcial ou total de atividades, interdição temporária de estabelecimento, obra ou atividade e, inclusive, a proibição de contratar com o Poder Público, bem como dele obter subsídios, subvenções ou doações.

Por Yago Sales

Fonte: Dia Online

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