Três meses depois, lei que diminui casos de animais em risco continua no papel

Três meses depois, lei que diminui casos de animais em risco continua no papel

Sancionada em outubro de 2014, legislação prevê ações para saúde de cães e gatos.

Criada para solucionar um problema de saúde pública, a lei municipal sancionada em outubro do ano passado e que cria o Programa de Bem-Estar Animal não saiu do papel. O município não regulamentou o programa dentro do prazo de 30 dias, e os mais de 150 mil animais que vivem em casas, abandonados nas ruas de Campo Grande, ou em abrigos, continuam em situação de risco por tempo indeterminado.

Conforme um dos autores da lei, o vereador Eduardo Romero (PTdoB), nenhuma das ações foram colocadas em prática por falta de interesse da administração municipal. “Terá orçamento para esse programa. O Poder Legislativo está fazendo sua parte, falta o Executivo fazer a dele, já que reconheceu a importância e prometeu cumpri-la. Até o momento, não fomos sinalizados quanto à implantação do programa”.

A ideia do projeto é garantir os cuidados dos animais da Capital com várias ações, entre elas, o controle reprodutivo de cães e gatos, combate e prevenção da leishmaniose e outras zoonoses, além de registro, vacinação, vermifugação e colocação de coleira nos animais, tudo feito em uma unidade móvel. “É uma questão de meio ambiente. Todos os cuidados feitos com esses animais vão impedir que eles façam qualquer tipo de degradação e poluição ambiental”, acrescentou o vereador.

Em resposta, a prefeitura informou que o programa Bem-Estar Animal está em estudo no CCZ, para preparar o decreto de regulamentação. A previsão é que saia do papel somente no decorrer deste ano.

MS campogrande animais

Fonte: Correio do Estado

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