Tribunal reabre processo de animais carbonizados em Santo Tirso, Portugal

Tribunal reabre processo de animais carbonizados em Santo Tirso, Portugal

O processo dos animais carbonizados em Santo Tirso foi reaberto pelo Tribunal nesta quarta-feira, 23 de março. Há três meses, este havia sido arquivado pelo Ministério Público, com a absolvição de todas as pessoas envolvidas. A notícia foi avançada pelo Partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN) nas redes sociais.

“À semelhança de várias associações de proteção animal, o PAN também requereu a abertura de instrução. Obrigada a tod@s os que se têm mobilizado para que os animais de Santo Tirso não sejam esquecidos”, escreveu o PAN no Instagram. Inês Sousa Real, porta-voz do partido, também reagiu: “Mais um passo para conseguirmos Justiça pelos animais de Santo Tirso”, disse.

A reabertura do processo surge uma semana depois da entrega da petição “Em defesa da lei que criminaliza os maus tratos — Maltratar um animal tem de ser crime em Portugal”, que “em tempo recorde” recolheu mais de 100 mil assinaturas, na Assembleia da República. O documento foi entregue por Ana Palha, da União Zoófila, acompanhada por uma delegação de cerca de 60 associações e movimentos, segundo citado em comunicado.

 

 
 
 
 
 
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Em 2020, o grande incêndio de Sobrado, no concelho de Valongo, que rapidamente se alastrou aos concelhos de Santo Tirso e Paços de Ferreira, deixou mais de 70 cães e gatos mortos. Os animais eram residentes em dois abrigos ilegais, consumidos pela chamas. Agora, três anos depois, o número de vítimas subiu para mais de 100.

O processo-crime reune várias queixas sobre o incêndio e tinha como alvo Alberto Costa, o presidente da Câmara de Santo Tirso, elementos da GNR local, Proteção Civil de Santo Tirso, Jorge Salústio, o ex-veterinário municipal e as proprietárias do Cantinho das Quatro Patas e Abrigo de Paredes, os dois abrigos ilegais.

Carregue na galeria para ver alguns animais resgatados da Agrela, em 2020, e da entrega da petição histórica na Assembleia da República.

Por Izabelli Pincelli

Fonte: Pit / mantida a grafia lusitana original