Turquia usa armadilhas fotográficas de animais para identificar caçadores ilegais

Turquia usa armadilhas fotográficas de animais para identificar caçadores ilegais
Ibex com chifres grandes. Foto: Eric Kilby / Flickr

Armadilhas fotográficas usadas para monitorar a vida selvagem na Turquia também estão sendo usadas para capturar caçadores ilegais, de acordo com uma reportagem publicada ontem pelo Daily Sabah.

A Direção Geral de Proteção da Natureza e Parques Nacionais (DKMP), que coordena a instalação de armadilhas fotográficas, opera atualmente 3.150 dispositivos em todo o país. Usadas principalmente para pesquisa, as armadilhas fotográficas permitem um nível mínimo de intervenção humana e melhor observação do comportamento da vida selvagem. Eles também fornecem dados valiosos para os pesquisadores, especialmente para a criação de censos de vida selvagem, em áreas remotas e inacessíveis onde o trabalho de campo é difícil, mostra a reportagem.

No entanto, a caça ilegal é prevalente no país, apesar de estar sujeita a multas. No ano passado, cerca de 8.200 pessoas foram multadas em um total de cerca de US$ 2,6 milhões, com 140 pessoas acusadas de envolvimento em caça ilegal, todas identificadas por meio de armadilhas fotográficas.

O governo turco ocasionalmente vende licenças para caçar animais específicos com base no fato de que a caça ajuda a eliminar espécies superpovoadas e preserva a sustentabilidade da vida selvagem. Os ativistas discordam e acreditam que a caça é prejudicial à preservação da vida selvagem. O íbex bezoar e o javali da Anatólia são duas das principais espécies procuradas pelos caçadores de troféus. Os javalis na Turquia são significativamente maiores do que os da Europa, enquanto as espécies indígenas de íbex possuem os chifres mais longos em relação ao peso corporal.

Em março, o DKMP anunciou o aumento das multas por caça ilegal de animais para a temporada de caça de 2021-2022. De acordo com o aviso, a multa mais alta será de US$ 31.210 por caçar uma ovelha da montanha, enquanto a multa mais baixa será de US$ 549 por morte de uma cegonha ou um cisne.

Fonte: Monitor do Oriente Médio


Nota do Olhar Animal: A “esquizofrenia moral” representada pela proibição da caça de determinados animais e a permissão para o abate de outros provoca uma confusão de valores. Os dogmas ambientalistas continuam fazendo vítimas entre os animais.

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