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Tutor de bois abandonados terá que vender metade do rebanho, diz polícia

Tutor de bois abandonados terá que vender metade do rebanho, diz polícia.

Por Luciane Cordeiro

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O dono da fazenda em Maringá, no norte do Paraná, onde foram encontradas aproximadamente 400 cabeças de gado em situação de abandono, terá que vender ou transferir quase metade dos animais para outra fazenda ou um novo pasto. Segundo a Polícia Militar Ambiental (PMA), o espaço onde foram encontrados os animais é pequeno e, por isso, não oferece condições para a criação do rebanho. A PMA informou ainda que não há prazo estipulado para as transferências, mas se os animais não engordarem ou melhorarem de aparência o proprietário responderá a processo criminal. Nesta quinta-feira (15) nenhum animal foi retirado da fazenda.

“Não há pasto suficiente para todos esses animais. Por isso, pedimos que o dono reduza a quantidade de rebanho no local”, esclarece o tenente Clainton Compadre.

Na terça-feira (14), a Polícia Ambiental encontrou dezenas de bois sem comida e sem água em uma fazenda. O pasto estava seco pela falta de chuva e não havia quase nada de comida para os animais. Além disso, as cabeças de gado estavam machucadas e eram rodeadas por moscas e carcaças de outros bichos que morreram de fome e sede. Na quarta-feira (15), o dono da fazenda alegou à polícia que não comprou alimentação suplementar porque acreditou que o ano seria de muita chuva — o que não aconteceu. Ele foi indiciado por maus-tratos a animais.

Além da retirada de mais da metade das cabeças de gados da fazenda, o proprietário deverá contratar um veterinário para cuidar dos animais. “A contratação de um profissional deve ser feita imediatamente, pois ele vai dar assistência e saberá qual procedimento deve ser aplicado para melhorar a situação desses animais”, explica o tenente da Polícia Ambiental.

A PMA vai monitorar a propriedade para saber se o rebanho está sendo alimentado e recebendo água. “Esses animais voltarão a engordar somente daqui a um mês, antes disso é impossível. Por isso, nesse período a fazenda será monitorada com bastante frequência. Caso visualizarmos que a situação não mudou – presença de animais magros, sem força para levantar a cabeça e do pasto – vamos aplicar novas medidas”, detalha o tenente da Clainton Compadre.

Fonte: G1 

Nota do Olhar Animal: Na pecuária a conta é simples: se na ponta do lápis for economicamente mais vantajoso cuidar dos animais, isso é feito. Se não, que morram, o prejuízo é menor. A aplicação desta lógica só não continuará com o fim do consumo de carne, leite e outros produtos de origem animal. Em relação aos animais, a única sensibilidade de quem os explora é a do bolso. Não esquecendo, claro, que o destino de todos, bem ou mal cuidados, é o abate, sempre cruel, por mais que queiram iludis as pessoas com termos como “humanitário”. E lembrando também que, qualquer que seja o meio usado para a matança, interrompe-se a possibilidade do animal desfrutar sua vida.

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