Dona de cão atropelado afirma que não recebeu ajuda do motorista: ‘Estou dando comida de colher' — Foto: Arquivo Pessoal

Tutora de cão atropelado afirma que não recebeu ajuda do motorista: ‘Estou dando comida de colher’

Mesmo após prestar depoimento à polícia e negar ter agido de propósito, o motorista que atropelou um cachorro no dia 2 de abril em Praia Grande, no litoral de São Paulo, ainda não ofereceu ajuda para custear o tratamento do animal, que fraturou a mandíbula e uma das patas.

Em entrevista ao G1 nesta quinta-feira (11), a pedagoga Patrícia Soares, tutora do cão Sebastian, disse que o acidente poderia ter sido evitado. “Não vou dizer que foi proposital porque a gente não conhece o coração das pessoas, mas ele podia ter evitado. Dava para ter jogado o carro para o lado, não tinha nenhum outro veículo na rua”, diz.

Ela conta que o cão precisa passar por uma cirurgia na mandíbula que custa R$ 1,8 mil, mas ela não tem condições de pagar. “O Sebastian está em casa precisando da cirurgia. Tive que tirar por conta dos gastos. Minha preocupação é essa. Prefiro que ele [motorista] se prontifique a pagar a cirurgia e depois os outros gastos ele vê como faz”, diz.

Devido à fratura na mandíbula, Sebastian não consegue comer direito. Ele precisa tomar cinco comprimidos por dia. “Estou dando comida de colher. Purê de batata, frango, fígado. Tudo bem mole. Ele pesa mais de 20kg, então ele sente muita fome”.

O animal tem oito anos e, segundo Patrícia, os veterinários informaram que ele corre risco devido à idade. “Já gastei R$ 1,2 mil. Ainda vou ter que comprar mais um spray antisséptico. Os gastos ainda não terminaram, a cada dia é uma surpresa”, afirma.

Além da mandíbula, cão fraturou pata traseira — Foto: Arquivo Pessoal
Além da mandíbula, cão fraturou pata traseira — Foto: Arquivo Pessoal

Acidente

Patrícia estava com o marido e a filha na Avenida Agostinho Ferreira, no bairro Ribeirópolis, quando o motorista atropelou o cachorro. Segundo ela, Sebastian estava encostado no meio-fio, na frente da família, quando o carro acelerou e avançou na direção do animal.

Ela conta que tentou falar com o motorista, mas ele fugiu sem prestar socorro. “Ele deu uma parada, a gente começou a falar com ele e ele arrancou com o carro. Estou muito preocupada. O cachorro é um inocente, tudo o que pude eu fiz”.

Omissão de socorro

O motorista, um comerciante de 51 anos, foi identificado pela polícia na última segunda-feira (8). Em depoimento no 2º Distrito Policial (DP) de Praia Grande, ele negou que tenha atropelado o animal propositalmente.

O comerciante relatou que não prestou socorro porque estava com medo de sofrer represália de populares que presenciaram a cena e, por isso, seguiu a viagem. Ele alegou que o cachorro estava na calçada, mas cruzou a via de forma repentina, passando na frente do veículo.

O caso é investigado pelos policiais do 2º DP e foi enquadrado no artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais Nº 9605/98, que dispõe sobre atos de abusar, maltratar, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos. A pena é de detenção de três meses a um ano, e multa.

Fonte: G1

Motorista atropela cachorro de propósito e foge em Praia Grande, SP

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