Tutora dos cães que morreram em “spa” para cachorros processará proprietária

Tutora dos cães que morreram em “spa” para cachorros processará proprietária
Animais morreram asfixiados quando a dona do local precisou se ausentar (Foto: Reprodução Internet)

Tutora dos cachorros que morreram em um ‘SPA pet’ no dia 9 de dezembro, a aposentada Soraia Amado entrará com um processo indenizatório contra o Bicho de Colo, estabelecimento onde a tragédia aconteceu, em Campo Grande, MS. Uma ex-funcionária testemunhará contra a proprietária do local.

Animais morreram asfixiados quando a dona do local precisou se ausentar e os cachorros ficaram sem os devidos cuidados.

Principal objetivo do processo, além da indenização, seria fechar o local para impedir que mais alguém sofra a perda do animal de estimação. “É indescritível a falta que eu e minha irmã estamos sentindo deles. Não imaginávamos que eles iriam pra lá e não voltariam mais”, disse Soraia ao Portal Correio do Estado.

Ainda conforme ela, uma mulher, que trabalhou no local por menos de um mês, entrou em contato para relatar supostos maus-tratos que presenciou no curto período em que permaneceu trabalhando como auxiliar no estabelecimento.

“Ela nos contou que a dona do Pet Shop maltratava os animais, judiava mesmo. Dava chicotadas, alguns passavam mal e ela afirmou ter registros em vídeo que provam isso”, afirmou a aposentada.

De acordo com o advogado de Soraia, Wagner Leão do Carmo, contrato proposto pela proprietária do local, seria que os cães ficassem 45 dias no SPA, sendo que no dia do incidente, estadia dos animais completava 20 dias.

Toddy, o cão da raça Shih Tzu, estava no local para perder peso, enquanto Dudu, de raça não definida, teria outros cuidados com a saúde. “Temos papéis escritos por ela (dona do Bicho de Colo) com o valor combinado, sendo que metade já haviam sidos pagos pela Soraia e ainda temos a testemunha”, relatou Wagner, que preferiu não divulgar valores.

Soraia finaliza dizendo que o que aconteceu foi negligência. “Não há outra palavra para definir a não ser irresponsabilidade. Não queremos que outras pessoas passem pelo o que nós passamos”, disse. Toddy tinha 8 anos e Dudu, 4.

Na última sexta-feira (9) boletim de ocorrência sobre o caso foi registrado na Delegacia Especializada em Repressão a Crimes Ambientais e Proteção ao Turista (Decat) na Capital.

Por Mariane Chianezi

Fonte: Correio do Estado 

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