Tutora faz massagem cardíaca e consegue salvar cadela; suspeita é de envenenamento

Tutora faz massagem cardíaca e consegue salvar cadela; suspeita é de envenenamento
Técnica de enfermagem fez massagem cardíaca por 40 minutos em cadela. — Foto: Reprodução/ TV Diário

A morte, nos últimos meses, de vários animais intriga os moradores do Jardim Obelisco, em Poá, SP. A principal suspeita, em todos os casos, é de envenenamento.

Vídeo: Vários animais são mortos com suspeita de envenenamento em Poá.

Uma das vítimas foi a Lica que tem a técnica em enfermagem Alessandra Menezes Martins Eisenhut como tutora. Como Alessandra tem conhecimentos em saúde conseguiu salvar a cachorrinha.

Ela fez por 40 minutos massagem cardíaca no animal. E a cadela conseguiu chegar com vida em uma clínica veterinária.

“Ela vomitou e eu pensei que era apenas um desconforto estomacal. Verifiquei e voltei para dentro de casa. Em seguida meu marido gritou que ela estava passando mal e estava morrendo. Eu observei que os mesmos sintomas de todos os outros. Ela ficou muito rígida, com espasmos e a boca muito aberta. Então, algum veneno pegou por perto, como das outras vezes”, afirma a técnica em enfermagem Alessandra Menezes Martins Eisenhut.

Em novembro, outros animais de famílias que moram na Rua Dona Clotilde, em Poá, não tiveram a mesma sorte que a Lica e morreram.

Segundo os moradores, todos os dias eles ficam sabendo de animais que foram envenenados no Jardim Obelisco. Em um mês, mais de 20 animais morreram no bairro. Como eles não sabem como esse envenenamento acontece, os moradores também temem pela segurança das crianças.

“E se acontece com uma criança? Você não tem tempo, não sabe o que fazer. O hospital é do outro lado da cidade. Então é um risco para todos”, afirma a técnica de enfermagem.

Grazielly Pires é digital influencer, como estava por acaso no bairro quando tudo aconteceu da primeira vez, ela acabou abraçando a causa. Ela conta, que agora, pessoas de outros bairros também estão fazendo denúncias na página que ela tem nas redes sociais. “Tá acontecendo muitos casos assim. Porém, o foco, principal vem sendo no Jardim Obelisco. Tem muitas pessoas reclamando de cachorros e gatos que estão sendo envenenados. Elas têm medo de ir até a delegacia ou fazer algum post mais aleatório que é muito importante. Porque mesmo que tenha 100 amigos no Facebook são 100 pessoas que vão ver”, observa Grazielly Pires.

Apesar das câmeras em algumas casas, os moradores ainda aguardam o desfecho do caso. A Alessandra que está com a cachorrinha internada já sabe que a vida da Lica não será mais a mesma. “Provavelmente vai ter sequela, mas como das outras vezes a gente vai procurar a polícia de novo. Por que fazer isso? É um risco para a sociedade conviver com uma pessoa assim”, diz Alessandra.

Em novembro, quando o Diário TV mostrou os primeiros casos de mortes suspeitas de animais em Poá, a Polícia Civil informou que já investigava o caso de um cachorro que morreu envenenado no começo do ano e que, inclusive, já havia um suspeito. A polícia tentava saber se era mesma pessoa que estaria por trás das outras mortes.

Depois do caso da Alessandra não tivemos novos detalhes sobre as investigações. Denúncias podem ser feitas pelo disque-denúncia no 181 e não é preciso de identificar.

Por Aniele Santos e Fernanda Silva

Fonte: G1

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