Uganda apreende 200 quilos de escamas de pangolim

Uganda apreende 200 quilos de escamas de pangolim
Foto: Wikimedia Commons

“É uma operação muito importante, para conseguir esta quantidade de escamas, os criminosas devem ter matado pelo menos 600 pangolins”, disse Vincent Opyene, um dos investigadores envolvidos na operação, citado pela agência noticiosa Efe.

A polícia deteve um cidadão congolês e outro do Uganda, residentes em Arua, uma cidade no oeste do país, que deverão ser enviados para a capital, Kampala, onde enfrentam um julgamento que os poderá condenar a prisão perpétua.

As autoridades ugandesas não revelaram todos os detalhes da operação, que ainda está em curso, mas os serviços de inteligência admitem que os materiais apreendidos fazem parte de um lote muito maior, que estará escondido na República Democrática do Congo.

O pangolim, um dos animais mais traficados e ameaçados no mundo, está em perigo de extinção e esta operação prova que nem durante o período de confinamento provocado pela pandemia de covid-19 o tráfico ilegal de animais, que gera de 7 mil milhões a 23 mil milhões de dólares [6,4 mil milhões a 21 mil milhões de euros] por ano, foi suspenso, considerou o investigador.

No mercado negro da China, um quilo de escamas de pangolim custa cerca de 600 dólares, o equivalente a 550 euros, segundo a Fundação para a Vida Selvagem de África.

Cientistas chineses detetaram que pangolins malaios são portadores de coronavírus relacionados com o SARS-CoV-2, mas os estudos não determinaram taxativamente que a semelhança entre esses coronavírus e o que causou a pandemia de covid-19 é suficiente para confirmar que foram estes animais a transmitir o atual surto aos humanos.

Mas as descobertas sugerem que estes mamíferos selvagens são “um segundo hóspede dos coronavírus”, pelo que a venda nos mercados de fauna selvagem deveria estar estritamente proibida para evitar futuras transmissões, advertiram os cientistas.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou quase 330 mil mortos e infetou mais de 5,1 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Fonte: Notícias ao Minuto / mantida a grafia lusitana original 

Os comentários abaixo não expressam a opinião da ONG Olhar Animal e são de responsabilidade exclusiva dos respectivos autores.