Uma bela foto revela a inegável conexão entre humanos e elefantes

Uma bela foto revela a inegável conexão entre humanos e elefantes
Foto: Elephantopia / Facebook.

O incontestável ar de dignidade, sabedoria e compaixão dos elefantes levou-os a se tornar uma das espécies de animais mais veneradas do mundo. Poucas pessoas que presenciaram os membros de uma manada de elefantes interagindo uns com os outros na natureza, ou observaram os laços de amor que eles compartilham, poderiam não se comover com eles. Em muitos aspectos, a vida emocional dos elefantes é muito parecida com a nossa. Eles também estão intimamente ligados aos membros de sua família, nunca hesitam em ajudar uns aos outros durante os momentos de dificuldade e lamentam profundamente quando um ente querido morre.

Infelizmente, nós, humanos, nem sempre os tratamos com o respeito que merecem.

Os elefantes africanos são alvo lucrativo para o comércio ilegal de animais selvagens, pois suas presas de marfim podem atingir preços gigantescos. Durante os anos 70 e 80, o número de elefantes africanos caiu mais da metade, de 1,3 milhões para 600 mil. Isso levou a uma proibição internacional do comércio de marfim em 1989, que ajudou a população a se estabilizar e recuperar. Em 1997, no entanto, uma quantidade limitada de marfim “antigo” armazenado na Botsuana, Zimbabwe e Namíbia foi autorizada para exportação, o que aumentou a demanda por esses produtos mais uma vez. Agora, os caçadores furtivos matam um elefante africano a cada quinze minutos: o equivalente a 100 por dia. Só entre 2012 e 2015, mais de 103.000 elefantes foram mortos por seu marfim. A África já perdeu 60 por cento de sua população de elefantes, e especialistas temem que a espécie possa ser extinta em breve, a menos que medidas sérias sejam tomadas para conter o comércio de marfim.

Elefantes asiáticos também estão em risco de extinção devido ao desmatamento extensivo e à perda de habitat. Os elefantes pigmeus da Indonésia, por exemplo, estão seriamente ameaçados pela prática da indústria do óleo de palma, pois suas vivendas nas florestas tem sido queimadas a fim de abrir caminho para plantações de palmeiras… assim como o envenenamento desses elefantes e outros animais que se interpõem em seu caminho. Em outros lugares do continente, os elefantes selvagens são, muitas vezes, tirados de suas famílias e forçados a trabalhar nas indústrias ilegais de exploração madeireira e na indústria do turismo. Um método de treinamento brutal conhecido como “phajaan” – que envolve o confinamento do elefante jovem em um pequeno compartimento e bater neles até que aprendam a temer aos seus captores o suficiente para obedecerem a cada comando – é usado para preparar os animais para o seu trabalho nessas indústrias.

Como se tudo isso não fosse ruim o suficiente, os seres humanos também têm um mau hábito de forçar os elefantes a se apresentarem em circos ou definharem em zoológicos por causa do nosso entretenimento. Elefantes de circo são tratados normalmente de forma horrenda – surrados com chicotes ou espetados com bullhooks, em um esforço para fazê-los executar truques inúteis – enquanto uma estimativa de 40 por cento dos elefantes de zoológico sofrem de obesidade, devido à falta de exercício adequado e estímulo. Em ambos os casos, os elefantes são privados da capacidade de exercer seus instintos naturais, construir família e usufruir dos laços afetivos de sua manada na natureza.

Evidentemente, nós humanos não tratamos os elefantes com o respeito que merecem. Poderíamos certamente fazer muito melhor quando se trata de nossa relação com esses majestosos animais, como revela um novo quadro publicado pelo grupo de preservação de elefantes Elephantopia.

A fotografia, que foi tirada no Orfanato de Elefantes Kafue, na Zâmbia, revela como deveria ser a relação entre nossa espécie e esses majestosos animais.

Foto: Elephantopia / Facebook.

A raça humana como um todo tem um longo caminho a percorrer antes que nossa relação com os elefantes seja baseada em amor e respeito genuíno. Felizmente, há esperança de que o fim do comércio de marfim possa estar a caminho fim do comércio do marfim possa estar a caminho. No ano passado, um acordo importante foi alcançado entre a China e os EUA – os dois maiores consumidores de produtos de marfim do mundo – para tomar medidas mais duras em relação ao comércio do marfim e ajudar a salvar os elefantes que estão em perigo na África. As histórias de elefantes resilientes que sobreviveram às tentativas da caça furtiva, bem como as dos bravos que trabalham dia e noite para protegê-los, nos dão razões para acreditar que nem tudo está perdido, afinal. Ao mesmo tempo, a conscientização sobre a situação dos elefantes que são colocados para trabalhar para o nosso entretenimento é vital para acabar com o seu cativeiro de uma vez por todas.

Para obter mais informações sobre o trabalho da Elephantopia, confira seu site ou página do Facebook.

Por Aisling Maria Cronin / Tradução de Elisângela Gomes da Silva

Fonte: One Green Planet

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