A carne será proibida na Universidade de Londres (Foto: Pixabay)

Universidade de Londres proibirá venda de carne bovina em suas cantinas

Não haverá mais hambúrguer, picadinho e nenhum outro prato com carne bovina nas cantinas da Universidade de Londres, no Reino Unido. A instituição, frequentada por 10 mil estudantes, também cobrará 10 centavos de libra (o equivalente a R$ 0,50) a mais por garrafas e copos plásticos vendidos em seus arredores— tudo isso para combater as mudanças climáticas e a poluição ambiental.

As medidas estarão vigentes a partir de setembro, que é quando começam as aulas, e são parte de um objetivo da universidade de neutralizar suas emissões de carbono até 2025. Isso significa que aquilo que é emitido acaba sendo recompensado de outra forma, como o desenvolvimento de programas para a ampliação de áreas verdes.

Segundo Frances Corner, que assumiu a administração da universidade este mês, a faculdade funcionará com energia limpa assim que um último contrato acabar. A partir de dezembro, parte dos investimentos deixará de ser voltado às empresas que têm mais de 10% dos seus lucros baseados na extração de combustíveis fósseis.

Os estudantes terão também mais opções curriculares sobre as alterações climáticas. Muitos deles, como Isabelle Gosse, 20 anos, apoiaram a medida de banir o consumo de carne. “Eu acho que foi algo muito positivo — a universidade está reconhecendo seu poder e responsabilidade em ser consciente com o meio ambiente”, contou a aluna, ao jornal britânico The Guardian.

Recentemente, um relatório da ONU alertou para a necessidade da humanidade consumir menos carne. Produtos de origem animal são grandes culpados pelas emissões de gases do efeito estufa. Segundo a organização, no mundo, a produção de carne resulta em 41% das emissões.

Em média, cada boi ou vaca produz de 250 a 500 litros de metano por dia – só no Brasil, o rebanho está estimado em 218 milhões de cabeças de gado, de acordo com números do IBGE. O metano tem potencial poluente 25 vezes superior ao gás carbônico. O bilionário volume tóxico é somado à derrubada de vegetação nativa para a abertura de pastos, que diminuem o número de árvores responsáveis por sequestrar o gás carbônico durante o processo da fotossíntese e consequentemente aumentar a quantidade de poluentes na atmosfera.

A expansão territorial para as atividades da pecuária, aliás, não se restringem à destinação de espaços para os animais viverem: relatório da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO-ONU) indica que metade dos grãos produzidos no planeta é utilizada para os 70 bilhões de animais criados para a alimentação humana.

Fonte: Galileu


Nota do Olhar Animal: Ótima a medida da universidade, mas lamentável que a justificativa seja a questão ambiental e não decorrente de uma postura fundamentada na ética. É bem verdade que mesmo a questão ambiental acaba por afetar os animais, mas a senciência deles já é motivo mais que suficiente para que os humanos parem de explorá-los, antes de qualquer outra razão.

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