Universidades são ambientes propícios à observação de animais

Universidades são ambientes propícios à observação de animais

Na Unicamp e na PUC-Campinas, estudantes e funcionários das universidades se dedicam a registrar a fauna que vive nos campi.

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Na Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas) e na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a natureza se manifesta das mais diversas cores e formas. E há quem repare e aprecie cada detalhe do meio ambiente dentro dos campi.

Carol Mantovani é editora de vídeo na PUC-Campinas. Além de trabalhar todos os dias com imagens no Laboratório de Imagem e Som da faculdade, a fotógrafa aproveita o intervalo para clicar a riqueza no Campus I. O gosto pela fotografia surgiu há 15 anos. Há 6, Carol trabalha como fotógrafa profissional. “Quando ando pelo campus, fico de olho para encontrar algo novo ou belo para fotografar”, diz. “Às vezes, a beleza está onde menos esperamos: seja num pequeno cogumelo, seja num pôr do sol.” Para as lentes da fotógrafa posaram tucanos, saguis, corujas- buraqueiras, seriemas, entre outros animais.

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Recentemente, Carol e o cinegrafista Danilo Leone registraram seriemas caminhando pelo Centro de Linguagem e Comunicação. Os momentos foram distintos.

O estudante de jornalismo flagrou um casal que percorria o estacionamento da universidade. A editora, por sua vez, fez o registro quando voltava do almoço. “Vi a seriema querendo descer a escada perto de onde eu estava. Ao me aproximar consegui tirar uma foto, porém ela fugiu. Acho que ficou com medo”, lembra Carol.

No campus vizinho, na Unicamp, o biólogo Marcelo Vilarta saía do prédio da Zoologia da universidade e deparou com uma saíra-amarela se alimentando. Por sorte, Vilarta estava com a câmera profissional que havia comprado recentemente e conseguiu fazer o registro da ave com o fruto no bico.

“Eu estava perto, mas havia certa distância. Foi muito rápido: ela estava com o fruto no bico, posou e logo voou”, conta o biólogo. O encontro foi rápido, porém inesquecível. “Foi uma surpresa avistar a saíra, porque a espécie não é comum no campus”. Vilarta, que tem o hábito de observar aves, já registrou mais de 50 espécies.

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Fonte: G1 

Nota do Olhar Animal: Por normalmente serem lugares ermos em parte do dia, as universidades são também áreas de abandono frequente de outra espécie de animal: os cães. Algumas destas escolas aproveitam a oportunidade para educar, no sentido mais amplo do termo, transformando a situação em uma possibilidade de ação cidadã de seus alunos, cumprindo assim seu papel de Educadores (com E maiúsculo mesmo), lapidando o caráter destas pessoas. Em outras, sem o apoio da universidade, os próprios alunos tomam a iniciativa de esterilizar, cuidar e encaminhar os animais para adoção, praticando sua solidariedade em uma circunstância que exige mais do que a mera observação. Mas há uma terceira categoria, a das mentalidades tacanhas, em que alunos e universidades só enxergam os animais como um incômodo, simplesmente expulsando-os sem dar-lhes qualquer tipo de assistência, muito pelo contrário. Este é o grupo que causa danos aos animais por toda a vida e que devolve à sociedade toda a mesquinhez aprendida na universidade. São os bacharéis, mestres e doutores em egoísmo. 

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