Uso de remédios testados em animais: o dilema dos veganos

Por Sônia T. Felipe

Claro que se precisarmos mesmo de algum medicamento, só vamos conseguir comprar em farmácias alopáticas os testados em animais. Isso não quer dizer que os testes são necessários. Quer dizer que nos últimos duzentos anos não se fez outra coisa a não ser jogar o dinheiro nessa única cesta.

Enquanto isso, se você for paciente de um dos Médicos do Comitê dos Médicos por uma Medicina Responsável, você não vai ganhar nenhum remédio para se curar seja lá de que doença for.

Vai ganhar conhecimento na dieta abolicionista, que retira de você todos os alimentos animalizados que causam as doenças em nome das quais acaba precisando de medicamentos alopáticos. Se por séculos seguimos essa dieta e agora seu complemento farmacêutico, não quer dizer que essa seja uma das leis da natureza.

Estamos lutando para abolir essa lógica cruel contra os animais e a saúde humana. Demora o resultado? Demora, claro. Para abolir a escravização de pessoas nascidas na África e sequestradas para cá, foram necessários 70 anos de luta. E a prática tinha apenas 500 anos. Já a de comer carnes, leites e ovos e adoecer por conta disso… tem milênios de tradição.

Paciência, portanto. Persistência. Os animais com a senha da morte na fila do abatedouro não merecem perder a vida seja lá em razão do que for.
Os aprisionados em laboratórios para testes de todo tipo também não. Dieta abolicionista. Vida vegana. O perdão esgotou. Acabou-se a inocência humana.


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