“Vaquejada é degeneração cultural”, defende líder de movimento contra a atividade

“Vaquejada é degeneração cultural”, defende líder de movimento contra a atividade
Manifestantes se reuniram na Praça Portugal, em Fortaleza (FOTO: Reprodução)

Um grupo de cearenses criou um movimento em busca de lutar contra a vaquejada em todo o país. A mobilização, que tem como uma das principais representantes a fundadora e presidente da comissão dos direitos dos animais na OAB Ceará, Ana Karina Correia, realizou um ato no último domingo (27) na praça Portugal, em Fortaleza.

De acordo com Ana Karina, a ação faz parte de um movimento nacional e busca um progresso para a cultura brasileira. “A importância desse movimento é que a gente tá lutando contra a degeneração da cultura, com o Projeto de Lei de transformar o brasileiro por lei como defensor de maus tratos aos animais. O Supremo Tribunal Federal já declarou e decretou a vaquejada como inconstitucional. Então, o projeto de lei nº 24 foi aprovado depois da decisão do STF, onde diz que a vaquejada é a nossa cultura. Isso não é legítimo para gente”, destaca.

A advogada explica que manifestantes de todo o país foram às ruas pedir que a vaquejada seja algo proibido. Para ela, a realização deste tipo de evento seria uma forma de retrocesso cultural.

“Não queremos retrocesso, nós não aceitamos. Até porque nos países desenvolvidos pelo mundo a luta conseguiu fazer com que retirasse do patrimônio natural e cultural a tourada. Quer dizer, a gente que nãor a vaquejada como patrimônio cultural e aí vamos começar a ter? Isso é um absurdo”, ressalta Ana Karina.

No último domingo, as manifestantes levaram cartazes, faixas e bandeiras contra o movimento. A ação reuniu cerca de 30 pessoas num dos pontos mais movimentados da cidade. O protesto integra uma ação coletiva que ocorreu simultaneamente em outros 18 estados e integra cerca de 37 cidades brasileiras. O protesto nacional foi organizado dentro do ‘Movimento Crueldade Nunca Mais’, apoiado pelo Fórum Animal. Em outubro, o STF decidiu que a prática é inconstitucional.

Por Matheus Ribeiro

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