Veganos invadem ruas de Campinas (SP) com cartazes

Veganos invadem ruas de Campinas (SP) com cartazes

Movimento usa forma pacífica de manifestação para chamar atenção para direitos dos animais.

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‘Seja vegano, e ninguém sairá ferido. Veganize-já!’. “A sua humanidade morreu quando você me maltratou e abandonou. Adote, castre e proteja-os.” Algumas dessas frases já fazem parte do cotidiano daqueles que passam principalmente pela região central de Campinas. Acompanhada de desenhos de animais com rostinhos tristes, sofridos, os dizerem estampam aproximadamente 400 faixas e placas de madeira que foram fixadas com o seguinte propósito: propagar a filosofia antiexploração animal e a defesa do meio ambiente.

Utopia? Para os integrantes do movimento Veganize-Já, criado por meio de redes sociais e reforçado em Campinas a partir de 2012, é possível, sim, mudar a consciência das pessoas por meio de um ativismo intenso, com as mensagens espalhadas por todos os cantos.

“O que fazemos é pacífico”, deixou claro o líder do grupo, que prefere não revelar a identidade. “E fazemos a luz do dia, para todos verem. E sempre quando estamos confeccionando as mensagens, pintando os tapumes na calçada, as pessoas param tanto para incentivar como para pedir informações sobre o veganismo e a nossa filosofia”, disse o ativista, biólogo e vegano há 15 anos.

Veganismo é um estilo de vida que busca excluir, na medida do possível e praticável, todas as formas de exploração contra os animais na alimentação, vestuário e qualquer outra finalidade. O grupo de adeptos em Campinas não é dos maiores, segundo o ativista, mas pelo menos cada dia mais ganha simpatizantes.

As avenidas Orosimbo Maia, Jonh Boyd Dunlop, João Jorge e ruas como a movimentada Irmã Serafina, no Cambuí, e outras tantas estão “carimbadas” com as mensagens de apoio ao meio ambiente e aos animais. Na Orosimbo Maia com a Rua José Paulino, inclusive, há um terreno vazio de esquina onde a grade sustenta três placas do movimento há pelo menos um ano.

“Outras propagandas foram coladas lá e o proprietário arrancou. Mas as nossas nem mexeu, e desconfiamos que apoiou a nossa causa. Não tivemos a oportunidade de encontrá-lo ainda, mas queremos nos oferecer para tirar o mato do terreno em troca das placas permanecerem lá”, disse o ativista.

Sem muitos recursos, o Veganize-Já conta com doações de apoiadores da causa. Pedaços de lonas, placas de madeira, sprays e latas de tinta são a maneira de contribuir para que a confecção continue “intensa”, aponta o líder.

“Algumas pessoas que conhecem nosso trabalho e moram a 3 mil quilômetros já nos ajudaram. Temos apoiadores de Cuiabá, do Uruguai e de brasileiros que moram nos Estados Unidos”, contou. “Vida pessoal não tenho, não me importo com isso, não. Tem que ser ativismo 24 horas para causar mudança”, destacou.

Aprovação

A jovem Caroline Rocha Michelin, de 24 anos, e o irmão Joel Lima, de 17, pararam para observar as faixas na Orosimbo Maia. Não são veganos ou apoiadores da causa, mas disseram que a intervenção é bem-feita e que nada têm contra. “Eu respeito. Cada um tem o direito de se manifestar da maneira que acha melhor”, disse Caroline. “É feita de maneira pacífica, então vale”, reforçou o irmão.

A página do movimento no Facebook já contabiliza mais de 1,5 mil “curtidas”, e é pela rede social que o ativista também pede para que os interessados em doar material citado façam seus contatos. Os locais onde as faixas são fixadas passam por uma autorização prévia, quase que em todas as vezes. Sem revelar os endereços, nesta semana será possível observar a ação do grupo em algumas avenidas. “Somos soldados do planeta”, finalizou.

Fonte: Correio Popular

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