Vereador investigado por crime ambiental renuncia em Juiz de Fora, MG

Vereador investigado por crime ambiental renuncia em Juiz de Fora, MG

João do Joaninho ressaltou esta semana que pegou carona com amigo. Com a saída do vereador, quem assume a vaga é José Laerte, do PSDB.

Por Larissa Zimmermann e Jèssyka Prata

O vereador João Evangelista de Almeida, o João do Joaninho, suspeito de envolvimento em crime ambiental em Juiz de Fora, renunciou ao cargo na manhã desta sexta-feira (17).

A informação é do presidente da Câmara de Veradores, Rodrigo Mattos, que recebeu a carta de renúncia nesta manhã. Com a saída der João do Joaninho, quem assume a vaga é o José Laerte, do PSDB.

O G1 tentou contato por telefone com João do Joaninho, que informou que neste momento está em repouso, mas que mais tarde deverá se pronunciar sobre o assunto.

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Carta renúncia e próximos passos

Durante esta manhã, o presidente da Câmara afirmou que recebeu a carta de renúncia de João do Joaninho e convocou os vereadores para uma reunião extraordinária às 17h30 da próxima segunda-feira (20), quando a carta será lida e publicada no mesmo dia. “Após a publicação, João do Joaninho deixa formalmente de ser vereador do município de Juiz de Forae vai cuidar da defesa. Em seguida nós vamos convocar o suplente, que é o vereador Dr. José Laerte do PSDB”, disse.

Mattos também comentou que as reuniões na Casa voltam no dia 15 de agosto e que, a partir daí, será conversado o futuro vereador José Laerte para marcar a posse logo na primeira reunião do período Legislativo do mês, para que ele possa reiniciar os trabalhos, já que ele já foi vereador na legislatura passada. “Vamos ainda convocar uma eleição do segundo vice-presidente da mesa diretora, uma vez que o João do Joaninho ocupava esse cargo”, acrescentou.

Entenda o caso

O vereador João do Joaninho foi flagrado no dia 11 de junho pilotando um barco com três capivaras e um jacu abatidos. Ele e um homem de 51 anos estavam na embarcação. De acordo com o tenente Aloísio Vargas Júnior, responsável pela ação, eles estavam em alta velocidade e, quando foram parados, encontraram no interior os animais e uma espingarda calibre 22 sem registro.

Segundo Vargas, no dia o outro homem assumiu a posse dos animais abatidos e da arma.

Em um discurso na Casa na última terça-feira (14) ele reafirmou que pegou carona com um amigo no dia do crime, mas que não sabia dos animais mortos.

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Fonte: G1

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