Vereador propõe hospital público para animais em Volta Redonda, RJ

Vereador propõe hospital público para animais em Volta Redonda, RJ
Paulo Conrado afirma que hospital veterinário atenderá apenas animais sem dono ou pertencentes a pessoas carentes

A Câmara Municipal de Volta Redonda aprovou uma indicação de autoria do vereador Paulo Conrado (PRTB) , para que o município passe a contar com um hospital veterinário público. De acordo com a indicação, o estabelecimento terá funcionamento ininterrupto e atenderá animais que tenham sido abandonados ou que sejam tutelados por pessoas comprovadamente de baixa renda.

De acordo com Conrado, a intenção é não apenas cuidar de animais abandonados e dar à população de baixa renda condições de cuidar de seus animais de estimação, mas também proteger seres humanos que entram em contato com esses animais.

— Um animal doente, seja nas ruas ou na casa de alguém, pode fazer com que seres humanos que têm contato com ele adoeçam também. Então, além de ser uma demonstração de humanidade e de respeito para com os animais, o hospital veterinário municipal pode também ser uma forma de prevenção de doenças em humanos — argumentou Paulo Conrado.

Histórico

O primeiro hospital veterinário público do Brasil foi inaugurado no bairro Tatuapé, na capital paulista, em 2012. Por mês, o hospital, atende aproximadamente mil novos casos. No total, são 25 veterinários que se dividem em 40 atendimentos, em média, por dia.

Todos os dias pela manhã, às 8 h, uma fila de cerca de 25 pessoas se forma em frente ao hospital. São distribuídas senhas e a gerente de atendimento faz a seleção dos casos mais graves, que passam direto pela triagem. Os demais casos são chamados conforme o grau de urgência. Pela tarde, o hospital atende somente casos de emergência, que representam, na maioria, atropelamentos. No mínimo, são atendidos cinco bichos por dia vítimas de atropelamento.

Para conseguir o atendimento, os tutores dos bichos de estimação precisam ser moradores da cidade de São Paulo, além de beneficiários dos programas Bolsa Família, Renda Mínima ou provar que não têm condições financeiras de arcar com consultas e tratamentos veterinários. Para isso, a pessoa passa por uma entrevista com a assistente social, que fica todos os dias na unidade, das 7h às 16h.

O público, além de não dispor de dinheiro para levar seu bicho de estimação a uma clínica particular, é o que mais precisa de orientação do hospital público. Nas periferias da cidade, conta ele, os animais ficam soltos e raramente são vacinados e castrados. Isso eleva os índices de reclamações feitas pelo número 156, da prefeitura, para que cães e gatos sejam apreendidos e levados ao Centro de Controle de Zoonoses (CCZ).

Fonte: Diário do Vale

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