Veterinário nega cliente de ver corpo de cadela e acaba condenado em Pouso Alegre, MG

Profissional deverá pagar R$ 8 mil por danos morais; ele alegou que após o procedimento cirúrgico, o animal recebeu alta, porém ninguém compareceu para sua retirada e ele veio a morrer.

Um veterinário de Pouso Alegre, cidade do Sul do Estado, foi condenado a pagar R$ 8 mil a uma cliente, por danos morais, por tê-la impedido de ter acesso ao corpo de seu animal de estimação. A decisão foi tomada pela 9ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais.

A ação foi movida em 2011 pela tutora da cadela. Ela contou no processo que procurou o veterinário depois que sua cadelinha da raça sheepdog, que tinha 8 anos na época, ter apresentado um corrimento escuro.

Segundo ela, o veterinário diagnosticou uma infecção no útero e submeteu o animal a uma cirurgia, sem averiguar se realmente era o caso de tal procedimento.

Ela foi informada pelo profissional de que se tratava de cirurgia simples e não foi alertada da possibilidade de o animal vir a morrer. A mulher disse que a cachorra permaneceu na clínica após a cirurgia, mas acabou por falecer e foi encaminhada para o lixo hospitalar.

Ainda segundo ela, ela foi recebeu uma ligação informando-a do fato e se dirigiu a clínica. No entanto, o veterinário negou o acesso ao animal, com o argumento de que ainda não havia sido feito o pagamento da cirurgia realizada.

Em sua defesa, o veterinário alegou que, após o procedimento cirúrgico, o animal recebeu alta, porém ninguém compareceu para sua retirada.

Para o desembargador Pedro Bernardes, relator do recurso, considerando o carinho da tutora pelo animal de estimação, e também a convivência diária com ele, o fato de ela ter sido impedida de vê-lo após o seu óbito, de resgatá-lo, e em seguida ter ocorrido o seu descarte no aterro sanitário, foram ocorrências capazes de violar sua dignidade, causando-lhe o sofrimento que se caracteriza como dano moral.

Os desembargadores Luiz Artur Hilário e Márcio Idalmo Santos Miranda acompanharam o voto do relator.

Fonte: O Tempo

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