Veterinário que luta pela proteção dos animais não será mais diretor do CCZ de Campo Grande, MS

Veterinário que luta pela proteção dos animais não será mais diretor do CCZ de Campo Grande, MS
Postagem chamou a atenção e gerou muitas curtidas e cocomentários (Foto: Reprodução)

A promessa do professor e veterinário André Luiz Fonseca estar a frente do CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) não se concretizou. Segundo as informações postadas pelo próprio, não houve um acordo para que a Prefeitura Municipal e a UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) formalizassem a cedência. 

“Com tristeza, venho comunicar a vcs que infelizmente não houve um acordo entre a Prefeitura Municipal de Campo Grande e a UFMS para a minha cedência para o Centro de Controle do Zoonoses. Lamento muito que não tenhamos mais oportunidade de trabalharmos como desejávamos mas continuamos acreditando sempre na saberia de Deus e que coisas boas sempre estarão por acontecer”, afirmou via postagem em sua página pessoal no Facebook.

André tinha “planos” de melhorar o atendimento no CCZ, em especial no tocante ao tema leishmaniose, que é um “calcanhar de Aquiles” para muitos governantes, já que há uma grande defesa de que a doença tem tratamento e com isso, alguém como André a frente do local estaria evitando a matança indiscriminada de cães.

“Vamos tocar o barco para frente e continuar fazendo o que sempre fizemos, acreditando que tudo tem a sua melhor hora. Obrigado mesmo pelo apoio de todos”, agradeceu. A mudança de planos da Prefeitura causou espanto nos seguidores e muitos compartilhamentos lamentando que ele não estará mais no comando do CCZ.

O nome de Fonseca foi aventado no início de fevereiro, quando ele inclusive falou sobre os planos de políticas públicas para combate ao abandono e a eutanásia de animais. Sua ida para o CCZ inclusive foi comemorada pela ANDA (Agência de Notícias de Direitos dos Animais) e pelas instituições e ONGs de proteção animal, além de protetores independentes.

André inclusive foi alvo do Conselho Regional de Medicina Veterinária por realizar atendimentos gratuitos e auxiliar milhares de pessoas no tratamento de cães com a doença, que é transmitida pelo mosquito.

Entre os planos apresentados estava a castração para diminuir a população animal (controle) e também a orientação para tutores de cães positivos para a leishmaniose.

Prefeitura nega saída dele, mas diz que há nomes “igualmente capacitados”

A prefeitura no entanto, negou a informação, ponderando que além dele, há outros nomes “igualmente capacitados capacitados e referendados que foram cogitados para assumir a coordenação do Centro de Controle dos Zoonozes. Existem algumas questões de ordem burocrática que estão travando a sua nomeação. O André é servidor da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e, para que ele assumisse a coordenação, é necessário que haja cedência, o que até o momento não ocorreu. O fato dele assumir ou não o CCZ também dependerá de uma decisão pessoal”, afirmou por via de nota oficial.

Por Liziane Berrocal

Fonte: Topmídia News

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