Veterinários abolicionistas têm “sérias dúvidas” de que as novas condições evitem o sofrimento do Touro de Vega

Veterinários abolicionistas têm “sérias dúvidas” de que as novas condições evitem o sofrimento do Touro de Vega

A “Asociación de Veterinarios Abolicionistas de La Tauromaquia y Del Maltrato Animal” (AVATMA) questionam as condições em que se celebrará o próximo torneio do Touro de Vega (Valladolid) e possuem “sérias dúvidas” de que a troca de regras vá evitar o sofrimento dos animais.

Tradução de Nelson Paim

Em um comunicado, após o decreto da câmara de Castilla y León que entrou em vigor esta sexta-feira, a AVATMA adverte que o texto não detalha se haverá permissão ou não de usar lanças e ainda que reconheçam que a troca constitui “um avanço”, asseguram que a festa seguirá provocando o sofrimento físico e emocional do animal.

ESPANHA veterinarios no a tordesillas 2015A medida aprovada esta quinta-feira pelo conselho de governo da administração castellanoleonesa proíbe todos os espetáculos populares ou tradicionais em que ocorra a morte pública das reses de touradas, pelo o que aqueles que antes e até o momento se permitiam fazer terão que modificar suas regras para adequar-se ao novo regulamento.

No torneio Touro de La Vega, que é celebrado em setembro em Tordesillas (Valladolid) os jovens ferem com lanças o touro até sua morte, quando o touro é apunhalado. “nos perguntamos que ação irá proibir realizar publicamente: sem ferir com lanças, sem apunhala-lo, ou se poderá modificar as regras do torneio para permitir ferir ao animal com lanças sem dar-lhe a morte, e posteriormente conduzi-lo a um lugar em que ele morra sem a presença do público”, questiona o presidente da organização, José Enrique Zaldívar.

Da mesma forma, ainda que o porta voz do executivo regional tenha assegurado que não será permitido o uso de lanças, a AVATMA “segue guardando para si, certa incerteza” a respeito já que o texto não faz referência a esta questão.

Assim mesmo, o associado tem “sérias dúvidas” de que os vizinhos de tordesillas adaptarão sua “sensibilidade à participação de um evento convencional a pé ou a cavalo” já que perderá sua qualificação de festejo tradicional que “é realmente o que tem permitido manter sua crueldade durante tantos anos”.  

Na mesma linha de raciocínio, recorda que além de Tordesillas e Castilla y Leon existem outros doze festejos em que se mata ao animal, como no Tor de Medinaceli (modalidade de embolado) ou de Benavente (modalidade de sogado), apesar de serem exceções ao regulamento por ser tradicionais, não supõem a morte pública dos touros utilizados.

Finalmente, Zaldivar insiste em que mesmo que reconheçam que agora o Touro de La Veja sofrerá menos, não estará isento de sofrimento pelo o que a associação seguirá trabalhando pela abolição de “todos e cada um” dos espetáculos com touros.

Fonte: Tele Cinco

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