Vídeo: cão tenta salvar cachorrinho atropelado em Contagem, MG

Vídeo: cão tenta salvar cachorrinho atropelado em Contagem, MG

Pouco depois de um cachorro morrer atropelado em uma movimentada avenida de Contagem, outro cãozinho tenta reanimá-lo a todo custo.

Por Juliana Baeta

Há quem diga que os animais são desprovidos de sentimentos ou empatia, mas um vídeo divulgado no Facebook prova o contrário. As imagens mostram um cãozinho tentando proteger outro cachorro, que já estava morto, dos carros na rua, uma via movimentada de Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte.

Um dos internautas escreveu que o cachorro morto havia sido atropelado pouco antes da filmagem, na faixa de pedestres.

Os comentários na postagem mostram que o “pequeno herói” cativou os internautas, mas não o suficiente, já que o cachorro, segundo o próprio autor do vídeo, continuava na rua no dia seguinte.

“Ao invés de nós, humanos ensinarem os animais, são eles que nos surpreendem a cada dia com sua inteligência”, disse uma usuária do Facebook.

“Porque as pessoas veem e não tiram o pobre bicho da meio da rua?”, se indignou outro internauta.

O vídeo mostra o cachorro se posicionando sobre o corpo do outro cachorro quando o semáforo fica verde e os carros começam a andar. Ele tenta reanimá-lo, sem sucesso.

MG contagem caoatropelado4329

Outro caso

Ao ver o vídeo, a professora Patrícia Rezende, de 42 anos, se emocionou porque lembrou da Malu, cachorrinha que adotou há cerca de três anos e que teve o resgate realizado de forma parecida com a situação do cãozinho do vídeo, que não teve a mesma sorte e continua na rua.

“Meu sobrinho viu um cachorrinho ser atropelado na rua, e pouco depois, apareceu essa cachorrinha, a Malu, desesperada tentando tirar o cãozinho da rua, tentando reanimá-lo. Mas ele já estava morto. Ele resgatou a Malu e eu adotei. Hoje, aqui em casa, ela tem o mesmo comportamento em relação a outra cachorrinha que resgatamos da rua, a Melina, que morre de medo de fogos de artifício. Super protetora e cuidadosa com a amiga”, contou.

“Foi depois da Malu que eu entrei para essa coisa de proteção animal. Eu comecei a enxergar os cachorros abandonados nas ruas, coisa que antes achava normal. A Malu não é uma cachorrinha bonitinha, mas eu acho ela maravilhosa. E quando a gente viaja por alguns dias, por exemplo, ela fica sentida, se afasta. Acho que ela tem muito medo de ser abandonada de novo. Todo dia que a vejo, penso que gostaria que todo mundo pudesse receber o amor que recebemos dela. Nossa casa é iluminada porque ela existe”, finalizou a professora.

Fonte: O Tempo

Os comentários abaixo não expressam a opinião da ONG Olhar Animal e são de responsabilidade exclusiva dos respectivos autores.