Vídeo chocante mostra como uma fazenda “familiar” de laticínios realmente é

Vídeo chocante mostra como uma fazenda “familiar” de laticínios realmente é
We Animals, Decipher Images, Animal Equality

Mac and cheese (macarrão com queijo) é tão americano quanto torta de maçã e o Papai Noel sempre toma leite com seus biscoitos. Os laticínios são comuns nas refeições da maioria dos americanos, principalmente porque as pessoas não param pra pensar no sistema perverso que coloca esses produtos, aparentemente inofensivos, nas prateleiras. É fácil esquecer que a nossa comida não começa em uma embalagem de plástico, e no caso dos laticínios, eles passam por um processo incrivelmente longo e cruel antes de serem cuidadosamente colocados em suas embalagens com marcas chamativas.

Há uma crença comum, porém errada, de que vacas leiteiras precisam ser ordenhadas ou sentirão muita dor. Elas são exatamente como qualquer outro mamífero – incluindo humanos –  produzem leite somente quando tem um filhote para cuidar. Infelizmente, para criar laticínios para consumo humano, isso significa que as vacas que são mães nunca ficam com seus filhotes. Os bezerros são tipicamente tirados delas logo após o nascimento, os machos são frequentemente vendidos como vitelo e as fêmeas são criadas para seguir os passos das mães. Em ambos os casos, há muito sofrimento nessa indústria.

Porém, muitos produtores de leite tentam distrair os consumidores da crueldade intrínseca à indústria afirmando que suas vacas são criadas em uma “fazenda familiar”. O vídeo acima, da We Animals, em colaboração com a Decipher Images e a Animal Equality, mostra a vida diária de vacas leiteiras e seus filhotes em uma “fazenda familiar” e a narradora, Anna Pippus, capta a ironia.

Com tantos produtos não derivados do leite disponíveis, não há razão para esse sistema cruel continuar. O sistema não apenas é cruel, mas também é responsável por enormes emissões de carbono, além da poluição da água, todos os anos. Juntos, nós podemos ajudar a criar um mundo melhor tanto para pessoas, quanto para animais e para o meio ambiente.

Por One Green Planet /Tradução de Carla Lorenzatti Venturini

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