Vídeo de homem ‘cavalgando’ em tubarão-baleia gera polêmica nas redes sociais

Vídeo de homem ‘cavalgando’ em tubarão-baleia gera polêmica nas redes sociais
Homem se agarrou a barbatanas de tubarão-baleia no Mar Vermelho. Foto: Reprodução

Circula pelas redes sociais um vídeo que mostra um homem pulando em cima de um animal e se agarrando a suas barbatanas para conseguir nadar junto a ele, como se estivesse “cavalgando”. As imagens começaram a repercutir principalmente a partir desta segunda-feira, dia 17, mas não se sabe a data de registro. Segundo o jornal “Daily Mail”, o episódio ocorreu no Mar Vermelho, perto da cidade Yanbu, na Arábia Saudita, e o indivíduo que aparece nas imagens é o dublê Zaki Al-sabahy.

Procurado pelo EXTRA, o biólogo Paulo Ott, diretor técnico-científico do Grupo de Estudos de Mamíferos Aquáticos do Rio Grande do Sul (Gemars), identificou o animal como um tubarão-baleia (Rhincodon typus), que é conhecido como o maior peixe do mundo. 

Num dia de céu aberto, Zaki e dois amigos num barco observam os animais enormes próximos deles e conversam entre si sobre o que fariam em seguida. O tabloide britânico traduziu uma das frases ditas como: “Cuidado, ele pode engolir você”, enquanto o dublê se agarrava à nadadeira do peixe. 

Momentos antes de mergulhar, ele se sentou à proa do barco para avistar melhor os animais. Quando um ficou bem próximo, Zaki pulou e seguiu o percurso do tubarão-baleia se segurando nele, ao som de risadas dos dois homens que estavam na embarcação.

Com a repercussão nas redes sociais, o vídeo dividiu opiniões. Enquanto alguns internautas mostraram-se espantados pela atitude do homem, compartilhando as imagens chamando atenção pelo que ele fez, outros criticaram-no pela forma como usou o animal para se divertir, podendo deixar o tubarão-baleia assustado ou causar-lhe algum mal, considerando que este animal está na lista vermelha de espécieis ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês).

Entre as principais ameaças descritas no site da instituição, estão “intrusões e perturbações humanas”, caracterizadas como “atividades recreativas”. Outros pontos listados são: produção de energia e mineração, perfuração de petróleo e gás, corredores de transporte e serviço, rotas de embarque, uso de recursos biológicos, pesca e colheita de recursos aquáticos.

Por Louise Queiroga

Fonte: Extra

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