Vídeo: gambá é encontrado com a cabeça presa em pote de maionese em Porto Alegre, RS

Vídeo: gambá é encontrado com a cabeça presa em pote de maionese em Porto Alegre, RS

Um episódio um tanto quanto peculiar marcou a madrugada do radialista e empresário Mauro Sérgio. Por volta das 3h48min desta quarta-feira (22), ele encontrou um gambá com a cabeça presa dentro de um pote de maionese. O animal foi localizado na Rua Corrêa Lima, esquina com a Hipólito da Costa, no bairro Santa Tereza, na Capital.

Assista ao vídeo clicando aqui.

Dono de uma empresa de transporte de pets, Sérgio, que durante anos atuou nos microfones da Rádio Farroupilha, estava em casa, no bairro Cristal, quando foi atender o pedido de uma cliente.

— Saí de madrugada para socorrer um gato que havia sido mordido por um morcego. Quando estava voltando para casa, vi, no meio da rua, o que parecia ser um gato com a cabeça presa em um pote. Quando me dei por conta, percebi que era um gambá. Dava para ver que estava com dificuldade de respirar — conta.

Após contatar a Brigada Militar, foi instruído a ligar para o Corpo de Bombeiros, que atendeu a ocorrência. De acordo com Sérgio, devido à consistência do material, os bombeiros utilizaram pequenos alicates para cortar o plástico. Foram necessários cerca de 30 minutos para que o gambá, enfim, ficasse livre do perrengue em que se meteu. Tudo terminou por volta das 5h.

— Como ele tinha apenas alguns ferimentos, sugeri aos bombeiros que o levassem para a mata mais próxima e o soltassem — explica Sérgio.

Espécie comum

Médico veterinário e professor de Medicina de Animais Silvestres da Faculdade de Veterinária da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Ivan Gonçalves explica que a presença do animal – um gambá-de-orelha-branca (Didelphis albiventris) – é comum em Porto Alegre e em outras cidades.

— Sem dúvida, é o mamífero silvestre mais comum em nosso meio. É um marsupial extremamente adaptável. Possui hábitos crepusculares e noturnos e é bastante oportunista para se alimentar, comendo quase tudo o que encontra, inclusive os restos da civilização — ressalta o professor.

Conforme Gonçalves, apesar de o espécime ser inofensivo, as pessoas devem segurar a euforia, a curiosidade e, principalmente, evitar o contato. Caso o animal apresente algum tipo de ferimento, autoridades especializadas, como os bombeiros, devem ser acionadas.

Fonte: Gaúcha ZH

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