Vídeo mostra abuso de porcos em fazenda do Colorado, EUA

Vídeo mostra abuso de porcos em fazenda do Colorado, EUA

Por Tak Landorock / Tradução de Ana Lidia

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Sete empregados de uma fazenda criadora de porcos no nordeste do Colorado foram demitidos depois do lançamento de um vídeo em que eles fisicamente abusam de porcos.

O vídeo revelado foi filmado por um grupo de direitos dos animais, Mercy for Animals (Misericórdia aos Animais, em tradução livre), em abril. Semana passada, o material foi entregue ao Advogado e xerife do Condado de Phillips (Colorado). O vídeo de quatro minutos mostra os trabalhadores batendo nos porcos com uma lata de plástico de gasolina, atingindo os animais na cabeça e no dorso.

“As pessoas têm o direito de saber de onde a comida vem e como os animais são tratados, para então poderem fazer opções conscientes,” disse Matt Rice, investigador-chefe do Mercy for Animals.

O grupo de direitos dos animais disse ao FOX31 de Denver que as demissões dos empregados foram muito poucas e muito tarde.

Porcos são capazes de experimentar dor e sofrimento assim como gatos e cachorros. Muito de nós os conhecemos e amamos e eles merecerem alguma proteção contra o abuso,” disse Rice.

O Seaboard Foods disse que é decepcionante que o Mercy for Animals não os tenha contatado previamente, antes de através das vias legais, o que permitiria à equipe investigar. David Enheart, porta-voz da Seaboard, disse que ficou sabendo do vídeo quando as autoridades mostraram-no a ele na semana passada. Ele admite que os empregados violaram a política da empresa e disse que por isso haviam sido demitidos.

“Temos procedimentos específicos e nosso objetivo é manter os porcos calmos e seguros durante esse processo”, disse Enheart.

A FOX31 Denver está informando diversos outros mercados que também trabalham com a carne de porco da Seaboard.

O advogado do Condado de Phillips disse não haver evidências de que os animais alojados na Seaboard tenham sido ou sejam abusados a ponto de justificar a apresentação da denúncia.

A Seaboard está treinando novamente os empregados, deixando-os avisados que podem ligar para um número gratuito a fim de denunciar abusos que ocorram dentro de qualquer uma de suas fazendas.

Fonte: Fox 31

Nota do Olhar Animal: “Temos procedimentos específicos e nosso objetivo é manter os porcos calmos e seguros durante esse processo”, disse o porta-voz do matadouro. Seguros? Animais que serão mortos em seguida estão “seguros”? O raciocínio bem-estarista seria risível se não fosse trágico. Para o animal, “bem estar” é estar vivo, é não ter seu direito mais fundamental violado em nome do paladar humano. No mais, não surpreende que funcionários de locais como este torturem os animais além do que já ocorre no processo “normal” de criação e abate. Para alguém com um perfil psicológico que lhe permite conviver indiferente a esta matança, ir além das torturas permitidas não deve ser um passo muito custoso. Se não nos falha a memória, nos EUA os açougueiros são proibidos de serem jurados nos tribunais. Não à toa.

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