Vídeo mostra o abominável abate de porcos em um matadouro

Vídeo mostra o abominável abate de porcos em um matadouro

Há um vídeo mostrando porcos em um matadouro sendo abusados e agredidos até a morte circulando pela internet e causando revolta em quem quer que assista. Os norte-americanos gostam de acreditar que os porcos mortos para que eles possam aproveitar certas comidas baseadas em carne não sofrem antes de morrer. Quando confrontados com o conhecimento do exato oposto, é uma verdade muito difícil de engolir.

O jornal The Huffington Post reporta que um ativista dos direitos dos animais que trabalha para a organização Compassion Over Killing (COK – Compaixão sobre Morte) gravou um vídeo profundamente chocante de porcos sendo agredidos e aterrorizados até a morte.

A filmagem encoberta foi feita dentro da Quality Pork Processors, em Austin, Minnesota. A Quality Pork Processors, ou QPP, processa e abate porcos em uma maior proporção do que muitos matadouros. É uma “empresa privada de processamento de carne fresca” que foi fundada em 1989. Idealmente, essa instalação deveria poder creditar sua produção de carne de porco a um trabalho duro, eficiente e ético. Entretanto, o vídeo mostrando a horrível maneira no qual os porcos do matadouro são tratados poderia fortemente sugerir comportamentos que poderiam fechar o matadouro.

O pior é que aparentemente o tratamento alegadamente antiético aos porcos foi permitido pela sua filiação com o programa do Departamento de Agricultura dos EUA, conhecido como “HIMP”. COK alega que a filiação do matadouro “permite abate em alta velocidade e reduz a supervisão do governo”. O website oficial do QPP reconhece o aumento da rápida produção.

“A QPP tem uma história de muito sucesso, nós partimos do processamento de 5.000 suínos para o número atual de 19.000 por dia. Toda a carne fresca que nós processamos vai para a Hormel Foods Corporation. A QPP fornece mais de 50% da carne fresca de porco que a Hormel precisa”.

Você leu certo. O matadouro mata milhares de porcos por dia. Para conseguir atender à demanda, é possível que esta organização não tenha tempo para tratar os animais da maneira que é exigida pela lei federal. De acordo com o Ato do Abate Humanitário, porcos devem estar “insensíveis à dor”. Isto é normalmente feito com arma de choque ou os drogando. Contanto que o animal não sofra, o matadouro estaria dentro das normas.

Apesar de o vídeo estar sendo investigado para determinar se a QPP foi realmente o matadouro visto na filmagem, é difícil questionar a autenticidade da filmagem em si. É muito difícil de assistir. No vídeo, você consegue ver porcos sendo agredidos, arrastados pelo chão, e deixados para sofrer uma morte agonizante. Você pode observar que eles estão guinchando em terror, e é de partir o coração ver que alguns deles nem conseguem andar, tendo suas pernas quebradas ou severamente danificadas. E o horror não acaba aí.

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O vídeo também mostra fileiras de animais mortos ou tremendo em cima de uma esteira, e estes parecem estar cobertos de fezes ou feridas cheias de pus. Esta filmagem questiona as condições que os animais eram mantidos no matadouro antes de serem mortos. Conforme a revolta continua, o jornal Daily Mail reporta o que o Departamento de Agricultura dos EUA respondeu:

“As ações mostradas no vídeo que está sendo revisado são completamente inaceitáveis, e se pudermos verificar a autenticidade do mesmo, iremos investigar agressivamente o caso e tomar as ações apropriadas”.

Nate Jansen, vice-presidente de recursos humanos e qualidade do QPP, disse que a companhia já tomou uma ação disciplinar em resposta ao controverso vídeo. Ele também alega que o vídeo mostrou a maneira como a empresa lida com os porcos fora do contexto.

Jansen disse, “se você olhar para eles em uma sequência completa, com o manejo, você verá esses animais sendo manuseados de acordo com as regulações e normas aceitáveis e nossos próprios procedimentos internos”.

Ele acrescentou que tem “completa confiança nos alimentos” que o matadouro QPP continua a produzir.

Cuidado: O vídeo apresenta conteúdo chocante.

Tradução Alice Wehrle Gomide

Fonte: Inquisitr

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