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Vinte e quatro tartarugas são encontradas mortas em São Vicente (SP) em quase uma semana

De acordo com bióloga do Instituto Gremar, é quase impossível saber a causa da mortandade.

Por Sheila Almeida

SP SaoVicente tartartugas mortas

Vinte e quatro tartarugas verdes, espécie ameaçada de extinção, foram encontradas mortas entre segunda-feira e sábado, em São Vicente, pelo Instituto Gremar (Resgate e Reabilitação de Animais Marinhos). Outras três foram recolhidas pelo Projeto Biopesca, no mesmo período, mas em quatro municípios.

Foram três na segunda-feira, 15 na terça, duas na quarta e mais quatro na quinta. Após necrópsia do Gremar, os animais marinhos retirados em São Vicente tinham marcas de redes de pesca, ou seja, provavelmente morreram afogados. Geralmente, o instituto recolhe cinco tartarugas por mês com essa causa de morte. Em 90% dos casos os exames mostram morte por ingestão de lixo no mar.

Para Rosane Sarah, bióloga do instituto, é quase impossível saber se a causa dos danos vem ocorrendo por pesca regular ou irregular neste caso. E, ainda, se essa pesca é realizada em São Vicente ou se os animais boiando vão parar lá pelas correntes marítimas e características da baía vicentina.

Pelo Projeto Biopesca, que monitora espécies de Praia Grande a Peruíbe, o número se manteve, mas com um estágio de decomposição avançado. Por isso não há como apontar a provável causa de morte.

Rodrigo Del Rio do Valle, veterinário e coordenador-geral do Biopesca, considera o evento como preocupante. “É muito atípico. Alguma coisa aconteceu para ter esse número”.

Segundo Rosane, as tartarugas vêm para essa região nessa época para se alimentar. “Por isso perto da Ilha Porchat tem bastante. A Polícia Ambiental, que faz o monitoramento, tem ajudado a gente e disse que ia intensificar o trabalho”, explica.

A Polícia Militar Ambiental diz não ter sido acionada uma vez sequer para cuidar dos casos. Só recebeu a notificação pelo Instituto Gremar.

No entanto, informa que a fiscalização é feita com uso de embarcação, cujo planejamento de atuação é orientado por meio de denúncias, dados estatísticos e locais proibidos para pesca.

O órgão explica que, para o pescador atuar, ele precisa de uma licença, que informa qual tipo de malha de pesca pode ser utilizada. Caso seja flagrado utilizando rede irregular, é autuado e pode pegar até três anos de prisão.

Para denunciar a pesca irregular à Polícia Ambiental, basta ligar para 3358-3548 ou 3358-4669. Já o Gremar, que atua na recuperação de animais marinhos e também retira animais mortos, atende pelo 0800-6423341 das 6 às 18 horas. Fora desse horário, as opções são os números 7807-0948 ou 7825-7567.

Fonte: A Tribuna

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