Você pode se imaginar a viver em um boxe de banheiro sem conseguir se virar por toda a sua vida? Estes porcos podem

Você pode se imaginar a viver em um boxe de banheiro sem conseguir se virar por toda a sua vida? Estes porcos podem

De todos os animais prisioneiros nas “fazendas” industriais, os porcos usados para procriação sofrem de forma terrível as condições mais deploráveis e os tratamentos mais desumanos.  Na maior parte de suas vidas curtas e dolorosas, estes animais são confinados a gaiolas de gestação, também conhecidas como pequenas gaiolas de metal desenhadas para imobilizá-los por completo de modo que sejam incapazes de se mover ou de resistir enquanto são fecundados repetidas vezes contra suas vontades.

Este método perturbador de criação de porcos é aplaudido por sua alta “eficiência”, já que permite aos fazendeiros produzirem o máximo de filhotes possível, de modo que estes, como suas mães, possam ser explorados na mesma maneira apavorante e, por fim, abatidos para a venda das suas carnes, uma vez que não são mais úteis para a procriação.

Com o uso das gaiolas de gestação, muitas fazendas industriais podem manter mais de 10.000 porcas de procriação, sendo que algumas chegam a confinar até 100.000 porcas num único local.  Cada porca deve ser mantida em uma gaiola separada para que se possa manipular os animais facilmente e para que não agridam umas às outras, devido ao alto nível de estresse vivenciado no confinamento.  Por isso, as pobres criaturas passam todo o tempo em que estão acordadas na mesma posição, sem jamais terem a chance de se virar ou de dar mais que um pequeno passo, muito menos de perambular livres como deveriam.

Esta foto desoladora de Jo-Anne McArthur ilustra a triste vida das porcas.

Para dar uma ideia de quão claustrofóbica estas pequenas gaiolas realmente são, imagine o seguinte: uma porca prenhe que pesa pouco mais de 362 quilos, mede 1,7 m de comprimento e tem uma cintura (circunferência) de 1,73 m, e sua gaiola teria desconfortáveis 2,01 m de comprimento por 0,67 m de largura.  É muito triste de acreditar, mas, infelizmente, esta é a realidade para 95 por cento dos porcos criados nos EUA.

A verdade sobre a criação de porcos em fazendas industriais se torna ainda mais perturbadora quando se considera que já foi provado cientificamente que esses animais são extremamente inteligentes, capazes de experimentar dor e sofrimento e de formar fortes laços familiares.  Quando se levar isso em consideração, o fato de as porcas serem separadas de seus bebês e forçadas a “viver” deste modo é muitíssimo aterrorizante.

É fácil fechar os olhos para o tratamento horrível dado aos porcos nas fazendas industriais para a produção barata e “conveniente” de carne de porco para consumo humano, em especialmente quando a indústria da carne faz de tudo para acobertar a verdade sobre como esses animais são torturados do instante em que nascem até o momento em que são abatidos com brutalidade.  Entretanto, não podemos nos sentar em silêncio e permitir que estas criaturas inteligentes e amorosas sejam tratadas como objetos inanimados, incapazes de sentir dor.

Se você quiser ajudar a acabar com o sofrimento inimaginável experimentado nas fazendas industriais de porcos, a melhor coisa a fazer é parar de comer carne!  Para saber como adotar uma dieta vegetariana sustentável e amiga dos animais, confira o livro  #EatForThePlanet. E não esqueça de divulgar o que você aprendeu aqui para todos da sua rede, de modo que eles também possam contribuir para acabar com este ciclo de sofrimento e crueldade sem sentido.

Por Estelle Rayburn / Tradução de Sônia Zainko

Fonte: One Green Planet


Nota do Olhar Animal: A forma como os animais explorados para consumo são tratados são um terrível agravante em relação ao problema fundamental, que é o abate em si e a injustiça que ele representa ao abreviar a vida de um ser senciente.

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