Votação de projeto que proíbe rodeios em Ribeirão Preto (SP) causa tumulto na Câmara

Votação de projeto que proíbe rodeios em Ribeirão Preto (SP) causa tumulto na Câmara
Com apitos, defensores de animais protestaram na Câmara de Ribeirão Preto (Fotos: Reprodução/EPTV)

A votação de um projeto de lei que proíbe a realização de rodeios, touradas, vaquejadas e eventos semelhantes em Ribeirão Preto (SP) foi marcada por tumulto e bate-boca na Câmara Municipal na noite desta terça-feira (30).

Após muita gritaria e confusão entre o público, a presidente interina, Gláucia Berenice (PSDB), suspendeu a votação alegando falta de parecer da Comissão de Justiça. Não há prazo para que o projeto volte à pauta da Casa de Leis.

O plenário ficou literalmente dividido. De um lado, protetores de animais carregavam faixas a favor do projeto e faziam muito barulho usando apitos e gritando palavras de ordem como “Rodeio não é cultura”.

Do outro lado, as cadeiras foram preenchidas por produtores rurais e empresários contrários à lei. O grupo também levou faixas criticando a alegação de maus tratos aos animais durante os rodeios, e chegou a ofender o vereador Marcos Papa (Rede), autor do projeto, com palavrões.

Houve bate-boca entre os manifestantes e a Guarda Civil Municipal (GCM) precisou intervir, pedindo a liberação da escada entre as poltronas. Os agentes se posicionaram entre os grupos divergentes e não houve registro de violência ou depredação.

Contrários ao projeto de lei, produtores rurais protestaram na Câmara de Ribeirão
Contrários ao projeto de lei, produtores rurais protestaram na Câmara de Ribeirão

Projeto de lei

Proposto em outubro desse ano, o projeto de lei n.º 1293/2016 prevê a proibição de rodeios, touradas, vaquejadas e eventos similares em Ribeirão Preto, sob alegação de que promovem maus-tratos, abuso, violência e crueldade aos animais.

Não estão incluídos na lei exposições, leilões, provas de hipismo, cavalgadas, uso de animais em procissões religiosas, desfiles cívicos ou militares. O projeto prevê multa de até 5 mil Unidades Federativas do Estado de São Paulo (Ufesp), ou R$ 117 mil, aos realizadores.

Guarda Civil precisou intervir para evitar confusão durante a sessão
Guarda Civil precisou intervir para evitar confusão durante a sessão

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