Zebra do zoológico de BH morre após quadro de cólica intestinal

Zebra do zoológico de BH morre após quadro de cólica intestinal
Mila chegou a apresentar uma breve melhora devido aos medicamentos, mas não resistiu - (crédito: Suziane Fonseca/Divulgação)

A zebra Mila, de 19 anos, que vivia no zoológico de Belo Horizonte, morreu no último domingo (24/7) após um quadro agudo de cólicas intestinais.

Segundo informações da Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica (FPMZB), ela fazia tratamento com medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios injetáveis desde a última quinta-feira (21), o que resultou em uma breve melhora. Porém, no domingo, Mila não resistiu mais.

De acordo com a equipe de veterinários, biólogos e tratadores de animais do zoológico de Belo Horizonte, sintomas de cólica intestinal são frequentes neste tipo de animal.

Em nota, a FPMZB explicou que Mila já passou por necropsia. Agora, os resultados dos exames laboratoriais são aguardados para detalhar a causa da morte e a gravidade das lesões.

Zebra de Burchell

Mila era uma zebra de Burchell – também conhecida como zebra damara ou zebra zuzuland – e chegou ao zoológico de BH em 2006, aos 3 anos.

Ela viveu mais do que a média de expectativa de vida para a espécie, que é de 15 anos. Diferente das outras zebras, as listras corporais da zebra de burchell são menos numerosas e mais largas. A faixa das pernas é menos proeminente.

Essa espécie tem como habitat as savanas sul-africanas, em áreas de pastagens. Em nota, a Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica explicou ainda a importância da espécie para a manutenção desses locais.

“Durante a pastagem, elas cortam a vegetação permitindo novo crescimento e folhas mais nutritivas para os outros animais. Assim, elas são importantes na manutenção da imensa diversidade de fauna do pastoreio”.

Além disso, as zebras de Burchell são as únicas que não estão ameaçadas de extinção, por mais que seu habitat seja cada vez mais explorado pelo homem.

Por Cler Santos (estagiária sob supervisão do subeditor Eduardo Oliveira)

Fonte: Correio Braziliense

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