Zoológico japonês sacrifica 57 macacos para proteger espécie nativa

Zoológico japonês sacrifica 57 macacos para proteger espécie nativa
Os macacos japoneses são endêmicos do arquipélago e vivem no alto das montanhas - WIKIPEDIA

O zoológico Takagoyama Nature Zoo, em Chiba, na periferia de Tóquio, sacrificou 57 macacos após a descoberta de que eles eram portadores de genes de espécies “exóticas”, informaram autoridades nesta terça-feira. O instituto abrigava 164 animais que eram considerados macacos japoneses puros, uma espécie endêmica do arquipélago, mas exames apontaram que cerca de um terço deles era descendente de cruzamentos com macacos rhesus.

O macaco rhesus é nativo da região sul do continente asiático, e, no Japão, o animal é classificado como “exótico invasor”. De acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza, tanto os macacos japoneses quanto os rhesus são consideradas espécies de menor preocupação, com populações relativamente grandes e estáveis.

— Estão submetidos à expulsão por causa da lei, que proíbe a posse e o transporte de espécies classificadas como exóticas — explicou um funcionário do local à AFP (ele pediu anonimato e informou que os macacos foram sacrificados por injeções letais. — Para proteger o macaco japonês, nós suprimimos os espécimes cruzados.

A administração do zoológico informou que uma cerimônia num templo budista foi organizada para o repouso das almas dos animais. Junkichi Mima, porta-voz da WWF no país, explicou que a espécie “invasora” representa um problema porque “se mistura com os animais nativos e ameaça o meio natural e o ecossistema”.

O macaco japonês, conhecido no Japão como nihonzaru, tem a pelagem cinzenta e o rosto vermelho. A espécie é conhecida por viver em montanhas, suportando o frio intenso. O zoológico descobriu os animais híbridos por meio de exames genéticos, que foram realizados por causa de dúvidas observacionais. Eles se parecem com os macacos japoneses, mas têm o rosto ligeiramente mais pálido.

O zoológico de Takagoyama começou a alimentar os macacos japoneses selvagens em 1957 e colocou dezenas deles em cativeiro. Nos anos 1990, o número de macacos rhesus começou a aumentar na região. Para tentar combater a espécie exótica, a prefeitura de Chiba criou em 2013 a “lei de proteção ao meio ambiente nativo”, que prevê o sacrifício de animais invasores.

Fonte: O Globo 


Nota do Olhar Animal: Mais uma vez, os exterminadores ecologistas em ação, tão preocupados em conservar espécies e tão longe de agir eticamente. Não conseguem olhar para os animais como indivíduos, apenas como uma massa biológica de “unidades carbono”, como dito em um famoso seriado de TV.

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