Vereadores aprovam projeto de lei que proíbe queima de fogos de artifício com barulho em Araçatuba, SP

Vereadores aprovam projeto de lei que proíbe queima de fogos de artifício com barulho em Araçatuba, SP

Vereadores de Araçatuba (SP) aprovaram o projeto de lei que proíbe a queima de fogos de artifício com barulho, nesta segunda-feira (18).

Vídeo: Vereadores aprovam projeto de lei que proíbe soltura de fogos de artifício em Araçatuba.

O projeto pertence ao vereador Arlindo Araújo (PPS) e proíbe apenas a queima. Contudo não impede a venda dos produtos.

No ano passado, o projeto chegou a ser aprovado pelos parlamentares, mas o prefeito, na época, vetou e a maioria manteve a decisão. Mesmo assim, o vereador decidiu voltar com ele em plenário.

Foram 12 votos favoráveis e 2 contrários. Agora, o projeto precisa ser sancionado pelo prefeito.

“Eu acredito que o prefeito não irá vetar, mas estabelecer critérios para a comercialização”, afirma o vereador Arlindo Araújo (PPS).

O vereador Almir (PSDB) afirmou que o texto estava mal elaborado e não trazia detalhes sobre aspectos da lei.

“O que está faltando é uma adequação no projeto para que os comerciantes possam vender esses fogos sem estampido, mas que na verdade possuam em uma quantidade inferior”, diz Almir.

Opinião

Na sessão, o plenário foi ocupado por ativistas e comerciantes, que se manifestaram sobre a aprovação do projeto com cartazes e faixas.

Em entrevista à TV TEM, a presidente de uma ONG de proteção aos animais, Flávia Danta, afirmou que o barulho dos fogos traz consequências ruins para saúde dos bichos.

“Os animais fogem, morrem atropelados, se mutilam em janelas ao tentarem fugir, sofrem infartos e crises nervosas”, diz Flávia.

Em contrapartida, os comerciantes defendem que a aprovação do projeto prejudicará o comércio.

“Muitas pessoas dependem disso. Famílias inteiras que trabalham há vida inteira com isso ficarão sem alternativa com essa proibição”, diz José Máximo Ribeiro Júnior, Associação Brasileira de Pirotecnia.

Vereadores discutiram o projeto de lei que foi aprovado — Foto: Reprodução/TV TEM

Fonte: G1

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