Cão se fere com mais de 50 espinhos após briga com animal silvestre

522
Maioria dos espinhos ficou presa ao redor do focinho do animal.
Maioria dos espinhos ficou presa ao redor do focinho do animal.

A briga entre um cachorro e um porco espinho em uma casa no Gama, na madrugada desta quarta-feira (29/11), terminou com os dois animais gravemente feridos. As mordidas deixaram fraturas nas costas do ouriço, que, segundo o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), vai precisar de atendimento na Universidade de Brasília (UnB).

O cachorro ficou com mais de 50 espinhos presos ao corpo, a maioria ao redor do focinho. O dono levou o animal ao hospital veterinário, mas, até o momento, não se sabe o estado de saúde do cão. Ao ver a briga, o homem chamou o Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA), que atendeu a ocorrência. Imagens registradas pela Polícia Militar mostram os dois animais feridos e sangrando muito.

O porco-espinho pertence à espécie Coendou prehensilis, um mamífero da fauna do cerrado brasileiro com hábitos noturnos. Os espinhos nas costas do animal podem chegar a 10 centímetros e se desprendem do corpo do animal caso haja algum contato mais intenso, como uma mordida.

Por isso, recomenda-se não tentar capturar o porco-espinho com as próprias mãos. O mais indicado é procurar o Batalhão de Polícia Militar Ambiental, pela emergência (190) ou pelo telefone (61) 99351-5736.

Destruição do Cerrado causa acidentes envolvendo animais

A ocupação desordenada das matas no Distrito Federal leva os animais a procurarem refúgio em áreas urbanas. Luzes de carros e de casas confundem as espécies, que se perdem nas regiões habitadas pelo homem.

Insetos perigosos para a saúde humana que, geralmente, vivem em matas e florestas também têm aparecido em áreas urbanas do DF. Na segunda-feira (28/11), um barbeiro infectado com o protozoário causador da doença de Chagas foi encontrado dentro de um apartamento em Águas Claras.

Porcos espinhos como o encontrado no Gama podem, inclusive, levar o protozoário Trypanossoma cruzi, causador da doença de Chagas. Apesar de eles não transmitirem diretamente o parasita ao ser humano, um barbeiro pode passar o micróbio ao picar um porco espinho infectado e, depois, uma pessoa.

Por Lucas Vidigal

Fonte: Correio Braziliense

Os comentários abaixo não expressam a opinião do Olhar Animal e são de responsabilidade exclusiva dos respectivos autores.