Moradores se revoltam com atitude do Zoonoses de sacrificar cavalo em Maceió, AL

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Moradores se revoltam com atitude do Zoonoses de sacrificar cavalo em Maceió (Imagem: Reprodução TV Gazeta)
Moradores se revoltam com atitude do Zoonoses de sacrificar cavalo em Maceió (Imagem: Reprodução TV Gazeta)

Moradores do Conjunto Osman Loureiro, em Maceió, estão revoltados com a atitude do Centro de Controle de Zoonoses de sacrificar um cavalo bastante ferido que ficou agonizando por quase três dias em uma praça.

O animal foi abandonado pelo tutor na segunda-feira (28) e, desde então, os moradores se uniram para tentar salvar a vida do bicho, já que os órgão públicos não tomavam uma atitude.

Equipes do CCZ e da Polícia Militar só apareceram na última quinta (31). Neste mesmo dia, o animal foi submetido a eutanásia.

A atitude, porém, não agradou aos moradores que tentaram alimentar e dar água ao cavalo desde que ele foi abandonado.

“(…) a população revoltada, indignada. Eles agora resolveram, ao invés de levar esse animal para tratar, eles resolveram matar esse animal, gente”, disse um homem identificado apenas como Mario, que aparece no vídeo e logo em seguida pede que seja mostrado o animal sendo sacrificado.

As imagens foram gravadas por um comerciante, Dairisson de Jesus, que definiu o ato como um absurdo. “Eu tenho um estabelecimento em frente ao local, e fiquei aqui ajudando desde que ele chegou. A gente deu água, comprou comida, e quando tentamos ligar pro Zoonoses, disseram que não tinham medicamento, e me pediram pra entrar em contato com uma ONG”, relatou.

O comerciante também reclamou da velocidade com que o diagnóstico foi feito. “Eles chegaram e já falaram que o cavalo estava com câncer, não tiraram nenhum exame, já vieram para matar”, falou.

O coordenador do CCZ, Samy Barros, disse que o chamado tinha sido feito para atendimento clínico e que isso não é competência do centro.

“O centro não é para tratamento de animal. É para um controle de doenças que se enquadram dentro daquelas que compõem o quadro de zoonoses. Nós não tratamos doença. Quando a população liga pedindo por isso, não vai ter”, explica.

A Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Alagoas (OAB-AL), e a responsável pela Comissão de Bem-Estar Animal, Adriana Alves, afirma que nos casos de abandono e maus-tratos, a demora no atendimento não se justifica. Agora, o órgão vai se reunir com o CCZ para saber o motivo pelo qual a equipe demorou a chegar até o animal.

Fonte: G1


Nota do Olhar Animal: É repugnante a afirmação do funcionário do CCZ de que o Centro de Zoonoses “não é para tratamento de animais” e sim para controle de doenças, como se isto significasse necessariamente que então a única ação possível seria o extermínio do cavalo. No mais, que doença foi “controlada” pelo CCZ com a morte do animal promovida por eles? A mentalidade em boa parte dos CCZs não muda, matar parece uma compulsão.

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